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Consignado para habitação valerá só acima de cinco salários mínimos

Folhapress
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São Paulo - O possibilidade de tomar um empréstimo consignado (com desconto em folha de pagamento) para a compra da casa própria só deverá beneficiar trabalhadores que ganham acima de cinco salários mínimos (hoje R$ 1.750,00). A informação foi divulgada pelo ministro Márcio Fortes de Almeida (Cidades) por meio de sua assessoria de imprensa.

O ministro informou que a medida, que ainda está em estudo pela equipe econômica, valerá para funcionários públicos e também privados, que fechariam convênios com os sindicatos e entidades de classe para viabilizar a abertura do crédito. A medida tem como objetivo reduzir os juros do crédito habitacional para a classe média.

No entanto, se por um lado o banco ganha uma garantia adicional de que vai receber parcelas do empréstimo em dia, o trabalhador vai ficar amarrado ao desconto direto em seu holerite por prazos longos - hoje há alternativas de crédito habitacional com prazo de pagamento de 20 anos enquanto o crédito consignado está limitado a 36 meses.

João Claudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), elogiou o regulamentação do crédito consignado para a habitação, mas afirmou que ainda falta ao Brasil uma política mais agressiva capaz de atender a população de baixa renda. Para ele, os trabalhadores com renda inferior a cinco salários mínimos só terão condição de comprar a casa própria com subsídios do governo.

Robusti cita o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) como iniciativa que poderia ser ampliada. Nesse programa o governo utiliza recursos do Orçamento para pagar parte da dívida do trabalhador na compra do imóvel.

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