Política

Emdurb propõe 16 radares em avenidas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Sete das principais avenidas que cortam a região central de Bauru e interligam bairros podem passar a ter, no total, 18 pontos de controle eletrônico de velocidade (radar), caso o prefeito Tuga Angerami (sem partido) aprove um estudo da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) concluído nesta semana. Como antecipou o JC no mês passado, o prefeito pediu o estudo para avaliar se a melhor opção pelo aumento no número de equipamentos é pelos radares ou lombadas eletrônicas.

Mas no estudo que está sendo submetido ao Executivo, a Emdurb quer manter os três pontos atuais com lombadas – nos dois sentidos da Nações Unidas e um na rua Wenceslau Braz – e equipar avenidas, como a Duque de Caxias, Comendador da Silva Martha, Moussa Tobias e Castelo Branco, com 16 equipamentos fixos de monitoramento de velocidade (os pardais).

A proposta inclui a desativação de alguns pontos, com deslocamento para outras quadras, como os dois radares da quadra 13 da avenida Getúlio Vargas, um na quadra 37 da Nações Unidas e outro nas duas mãos localizadas nas quadras 41 e 44 da Rodrigues Alves.

No total, revela o presidente da Emdurb, Célio Bucceroni, a proposta é passar o número de equipamentos fixos (pardais) dos atuais 11 para 18. “Hoje esses radares fixos funcionam na proporção dois de cada vez por 11. A proposta é de ser três de cada vez em funcionamento por 18 pontos, reduzindo, de outro lado, pela metade a instalação do radar estático (móvel) nos pontos que vão receber os radares novos”, explica (veja no quadro os novos locais propostos).

O estudo da Emdurb não prevê novas lombadas porque, segundo Bucceroni, esses equipamentos não são considerados adequados para estabelecer, ao longo do trecho, limite de velocidade média mais equilibrado que o apresentado nos locais onde há radar, além de outros fatores como as condições da via e volume de tráfego. “A redução de velocidade na lombada é por extensão até três vezes menor que o na área de abrangência do radar, onde a redução da velocidade pode se estender a até 100 metros do ponto, contra 30 metros da lombada”, aborda.

Mas o principal argumento do estudo apresentado ao Executivo é que, nas contas da Emdurb, a implantação de radares se dará em locais de avenidas que hoje são monitoradas pelos equipamentos estáticos (móveis). “Os estáticos já atuam nessas avenidas onde propomos radares e nesses locais a aplicação de multas é de até 861 em duas horas por dia, como na quadra 13 da Duque de Caxias, um dos pontos mais críticos. Com o radar, não há razão para o estático (móvel) ser aplicado e a projeção de infrações não se altera, no quadro final”, argumenta o presidente.

Os números da Emdurb são de que com os 16 pontos de radares nas principais avenidas e a eliminação do monitoramento móvel nesses pontos o total médio de infrações por mês iria permanecer em algo perto de 2.500 flagrantes. “Se ligar o radar estático o dia todo dispara o número de multas e a ação não é para arrecadar, é para monitorar velocidade e gerar maior segurança nos pontos críticos”, conclui.

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