Regional

Penitenciária transfere 32 do PCC

Por Cláudio Dias | Tribuna Impressa, especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - Mais 32 presos ligados às lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Penitenciária Regional de Araraquara cidade (117 quilômetros de Bauru) foram transferidos ontem de manhã sob forte esquema de segurança. A intenção era manter os detentos em condições precárias até o final de setembro, mas, em razão dos atentados ocorridos na cidade e do risco de novas rebeliões, os planos foram alterados.

Existem indícios que alguns desses internos coordenaram os ataques registrados em Araraquara e em outros pontos do Estado. A investigação corre sob sigilo. Até agora, 382 homens foram remanejados, sendo 83 esta semana.

Quase 100 homens da Polícia Militar (PM) entraram no presídio para tirar os presos da facção. Como nos outros casos eles não puderam levar nenhum objeto pessoal e saíram com a roupa do corpo. O destino dos “irmãos” como são chamados dentro do PCC não foi revelado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Os “homens” da facção estavam no fim da lista dos transferíveis e conseguiram ultrapassar os colegas por ter poder para organizar uma rebelião.

A direção estaria temendo que eles iniciassem um motim no Dia dos Pais, como já fora prometido pela facção. Além disso, investigações feitas pela polícia de Araraquara dão conta de que alguns desses detentos estavam arquitetando ataques através do telefone celular. Foi do presídio que saiu a ordem para os quatro atentados contra a casa de um policial, ao prédio da antiga Vara da Infância e Juventude, ao Banco do Brasil e um ônibus.

Com ajuda de policiais de São Paulo foi descoberto que até mortes estariam sendo encomendadas. Temendo novas ações na cidade, as transferências foram antecipadas pela direção. Um agente penitenciário conta que a população carcerária perdeu um quarto líder em menos de dois meses.

Entretanto, é difícil prever se os presos que permanecem na unidade teriam força para planejar ataques e preparar uma rebelião. O clima é de tensão nas ruas e, principalmente, para quem trabalha junto aos sentenciados.

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