Tribuna do Leitor

Professores brasileiros terão piso salarial nacional unificado


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No último dia 1.º (de agosto), o senador Cristóvão Buarque apresentou no Senado um projeto que institui para todo o País um piso salarial nacional unificado, para todo o magistério brasileiro, de R$ 800,00.

Como grande número de municípios não terá orçamento para tanto, a sua suplementação sairá do FDE, Fundo do Desenvolvimento da Educação, do Fundeb, Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação Básica, e também de outras verbas federais e estaduais.

Há Estados em que o professor recebe cerca de R$ 100,00, como nas regiões Norte e Nordeste (um reajuste portanto de 800% ou 8 vezes a remuneração atual igual a 28% do s.m.), salário discrepante e inconstitucional.

No Estado de São Paulo - mais rico e o que mais arrecada da Federação -, em maio/06 o salário base do PEB I (1ª a 4ª séries) era R$ 668,09 e o do PEB II (5ª à 8ª e Ensino Médio) de R$ 773,41 (pouco mais de 2 s.m., quando na campanha de Mário Covas a promessa era de 5 s.m., o que seria pouco superior ao piso atual do Dieese), ainda abaixo do PSNU-M.

Comparando, assim, com o salário mínimo básico, real - próximo das necessidades básicas, mínimas, de uma família de um trabalhador comum - que é de R$ 1.503,70, calculado pelo Dieese, Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Brasil), o PSNU-M é ainda insuficiente, pois corresponde a pouco mais de 50% (metade) do piso do Dieese! Num país campeão de concentração de renda, juros e impostos.

Embora seja um avanço, conquista histórica dos educadores brasileiros representados por seus sindicatos estaduais e municipais, coligados à CNTE, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, filiada, por sua vez, a organismos internacionais, é o começo, o continuar de longa e árdua caminhada, mais que corporativa, de interesse maior da Nação!

Países como o Japão pagam cerca de 10 vezes mais que o Brasil; a Coréia, país de grande crescimento e PIB superior ao do nosso país, investe maciçamente em educação e geração de tecnologia de ponta, remunera seu professor em cerca de R$ 15.000,00, muito embora pequeno e de poucos recursos naturais, dividido e historicamente assolado por guerras...

A educação é o maior e o melhor, o mais seguro e mais rentável de todos os investimentos! Sem o cientista e o mestre - o que será do progresso e da própria civilização?! Ismael, Hilel e Gabriel - valham-nos!

Rubens Colacino - professor-mestre - RG 6.360.282

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