Regional

Penitenciária de Iaras vive dia de tensão com depoimentos de agentes

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Iaras - Agentes prisionais da Penitenciária de Iaras (90 quilômetros de Bauru) prestaram ontem depoimentos à polícia sob a ação de um grupo de funcionários que estaria dando regalias a lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC). Outros agentes devem ser chamados para dar depoimentos.

O presídio de Iaras amanheceu ontem sob interveção de Luiz Fernando Bizzoto nomeado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para avaliar a situação administrativa e prisional na unidade de Iaras. Ele tem plenos poderes para afastar e demitir funcionários envolvidos no esquema de regalias a presos.

Desde que uma fita entregue por uma advogada de detento da facção criminosa chegou às mãos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), agentes que trabalhavam em Iaras, mas haviam sido transferidos do presídio de Avaré, passaram a ser investigados.

Anteontem, Amauri Vieira Rosa teve sua prisão temporária decretada sob a acusação de receber R$ 20 mil para facilitar a vida de presos em Avaré.

Intervenção

O Secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, assinou anteontem a exoneração do cargo do diretor da Penitenciária de Iaras, Fernando José Tomazella da Silva, 44 anos, também acusado de envolvimento no esquema de Rosa. Ainda foram afastados Roberto Alaércio, diretor do Serviço de Administração, e Creuza Barbosa, diretora do Grupo de Reabilitação. A assessoria da SAP não confirma, mas outros agentes estão sendo investigados por envolvimento no mesmo esquema que levou Rosa para a cadeia.

Um agente de Avaré disse ontem a uma emissora de TV que as ações do grupo propiciariam outras regalias aos presos. Sem ser identificado, disse que até celas com armas não passariam por revistas por ordem da direção do presídio. A SAP informou que todas as denúncias serão apuradas e os envolvidos punidos.

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