SE MAQUIAVEL FOSSE VIVO...
Não sou PT nem pretendo votar no sr. Luiz Inácio, mas sou obrigado a reconhecer que um torneiro enxergou o que teria escrito o sr. Maquiavel se vivo fosse: saiba o Príncipe que nestes tempos modernos em que a informação é vista em tempo real e está disponível a todos, há um fato que pode volver todos os ventos a teu favor: é teu povo se deliciar vendo as algemas da tua polícia abraçar aqueles meliantes até então tidos como intocáveis. Quanto à situação vivida pelo sr. Geraldo, provavelmente ele diria: não haverá como o Príncipe se eximir da culpa, e certamente terá seu prestígio prejudicado, se a marginalidade tirar a paz dos súditos do seu Estado, mesmo que ele não seja o grande culpado. Quanto à situação vivida pela senhora Heloísa Helena, com certeza ele diria: não fica bem a um Príncipe atribuir a si mesmo um apelido, por mais simpático ou engraçado que seja, pois isto só atrairia a simpatia de tolos e desavisados, mas afastaria as mentes lúcidas ou conservadoras que veriam o começo da corrupção da dignidade que de um Príncipe se exige. Ah! se o senhor Maquiavel tivesse visto a força da informação nos nossos dias! (Nivaldo Vitte Guion)
Não passa do 1%...
Quem já ouvi algum de seus discursos, quem, por exemplo, assitiu à entrevista do dia 9/8/06 dada ao Jornal Nacional deve agora saber por que Cristovam Buarque não passa do 1% nas pesquisas eleitorais. Um candidato à Presidência cuja prioridade seja a educação realmente nunca existiu. Um presidente que respire e sinta o impacto e a força da educação nunca existiu e dificilmente existirá. O porquê é claro. A educação, segundo teorias educacionais, é uma prática social e a prática mais capaz de causar mudanças arrasadoras. Isso é tanto verdade que podemos ver acontecendo nos dias de hoje. O nível de educação caiu tanto que a sociedade vem cada vez mais se tornando individualista, fria, desumana e prepotente. É a verdadeira sociedade do “quem pode mais chora menos”.
A educação para o senso comum pode não passar de crianças e jovens indo ao prédio escola para pintar bolinhas, aprender expressões e teoremas que nunca mais usarão na vida. Mas para aqueles que vão além do senso comum, a educação é entendida como a única arma eficaz e capaz de gerar transformações nas bases do sistema. Abalar a base do sistema para aqueles que detêm o capital significa o fim, a passagem do poder que se concentra na mão de poucos para a maioria, um verdadeiro caos para a classe dominante.
Na análise feita por Marx, a transformação necessária só poderia ser essa: transferir os poderes da burguesia que representavam a minoria para as mãos do proletariado, ou seja, para a maioria. Foi baseada nessas idéias que surgiu a linha da educação transformadora, a educação capaz de causar essas mudanças, de equalizar as oportunidades para que cada um seja livre e tenha condições para escolher o que deseja. Eu, como futura pedagoga, não posso e não quero deixar nunca de acreditar nessa educação, mas sei que a educação transformadora para a massa desse país dificilmente passará do 1%. Sugestões de leitura: “O manifesto do partido comunista” e “A ideologia alemã”, de Karl Marx; “Filosofia da educação”, de Carlos Cipriano Luckesi, Nova escola: edição especial - Grandes pensadores, v.2. (Maria Ângela Dias dos Santos, 3º ano de Pedagogia - Unesp/ Bauru)
SUPLEMENTO HISTÓRICO
Tenho por hábito separar matérias especiais publicadas em jornais, revistas e livros para efetuar a leitura posteriormente, de acordo com a disponibilidade de tempo e ocasião, objetivando assim não perder assuntos verdadeiramente enriquecedores. Em virtude dessa opção pessoal que adoto é que somente agora, passados mais de dez dias do aniversário de Bauru, terminei a leitura com repasses da “Edição Documento-Histórica/Bauru 110 Anos”. Sabedor de que esta manifestação é extemporânea, não tendo ainda condições de ressaltar esta ou aquela matéria, pois todas, sem exceção, foram surpreendentemente riquíssimas e diversificadas. Elencaram fatos históricos marcantes acontecidos nos 110 anos com um surpreendente enfoque à atualidade ressaltando a pujança de Bauru e o “desafio” para consolidar-se como “metrópole”. Isto posto, só me resta apresentar à direção do JC e a toda equipe jornalística que participou na elaboração do mesmo os meus mais sinceros e admirados cumprimentos. O meu exemplar está guardado, e muito bem guardado, pois sei que constituirá uma fonte rica de pesquisa no futuro e faço votos para que todo assinante tenha guardado o seu. Espero ainda mais: que principalmente os diretores das escolas públicas e das particulares, coordenadores de educação e bibliotecários tenham separado alguns exemplares para as bibliotecas escolares, pois esta edição constituirá sempre uma inesgotável e riquíssima fonte de pesquisas neste tempo triangular da vida do homem e da sociedade - passado, presente e futuro. (Joaquim Eliseo Mendes - professor)
DIA INTERNACIONAL DO ÍNDIO
O dia 9 de agosto vai se tornando cada vez mais uma data importante, estratégica para os povos indígenas do Brasil, considerando a decisão das Nações Unidas em estabelecer esta data como o Dia Internacional do Índio, e certamente podemos afirmar nossa alegria quando o Grupo de Trabalho da ONU, com sede em Genebra, decidiu aprovar a Declaração Universal dos Direitos Indígenas, depois de vinte anos de uma persistência arrojada de tantos irmãos ativistas, advogados, líderes tradicionais e espirituais com a inspiração do Grande Ituko-Óviti ou Ñanderu, concretizando o sonho de muitos dos que chegaram pela primeira vez naqueles corredores...
Mas o 9 de agosto deste ano faz com que nós, povos indígenas, que sempre pautamos nossas vidas de lutas pela terra, pela paz e pelos direitos humanos, não temos o direito de ignorar ou de omitir-nos diante da grave situação vivida por irmãos árabes e judeus, em especial crianças, velhos, mulheres e famílias totalmente desprotegidas e impotentes diante das luzes e fumaças que estilhaçam prédios e corações, num lugar onde consta o nascimento e a peregrinação de um santo, mártir ou profeta dos cristãos, Jesus Cristo, cuja base de vida foi promover a tolerância diante da diversidade e a justiça diante das desigualdades através do amor ao próximo, inclusive o inimigo...
Como povos indígenas, povos originários, não podemos tampouco manifestar nossa solidariedade com nosso silêncio, pois como grandes defensores do meio ambiente e do respeito mútuo, é preciso demonstrar nossa indignidade fazendo uma chamada a toda humanidade e inclusive à própria ONU e aos dirigentes políticos e governamentais de um lado ou de outro, de que é preciso um cessar- fogo, afinal, de todas as maneiras tanto judeus como árabes estão pagando um alto preço quando apenas a vontade e a visão de um dos lados se impõe. Certamente, os únicos que ganham com isso são as potentes indústrias e proliferadores de armas de guerra...
Quando nós, povos indígenas, clamamos que é preciso caminhar em direção a um futuro melhor, não temos essa certeza quando escutamos vozes quase mortas como das crianças que não têm mecanismos de defesa, famílias que nãoo sabem para onde correr ou buscar socorro, cantam seu grito de dor. Enquanto isso, as grandes potências seguem fazendo um verdadeiro jogo com vidas humanas e sociedades integrais, que, diante de discursos pré-elaborados, aumenta o sofrimento e a insegurança não somente na região, como em vários lugares da Terra...
Como povos indígenas fazermos um chamamento internacional de que esses loucos dirigentes devem parar com suas ignoracias de falta de respeito pela vida, conduzindo suas máquinas de guerra como se essas fossem as únicas formas de conquistar respeito e força política: matando, matando, assassinando e promovendo verdadeiro genocídio e o ódio entre povos até mesmo irmãos. Então, quem está certo? Os árabes ou os judeus??? Não temos a resposta, mas sabemos que devem parar de matar-se a um e a outro!
Nesse Dia Internacional do Índio da ONU, a voz indígena, a voz da Terra, a nossa voz, proclamamos: parem com as mortes inocentes! Parem de matar! Uma paz substancial não se constrói, matando vidas! (Marcos Terena - Presidente do Comitê Intertribal - ITC - Brasília - Brasil - Jupira Terena -Associação das Mulheres Indigenas do Centro Oeste - Paulista-AMICOP-Bauru-SP)
SOBRE A DÍVIDA DO VIADUTO
Reporto-me à matéria jornalística encimada anteontem pelo título “Erro de cálculo da dívida do viaduto é de 17 mi”.
Tanto quanto qualquer cidadão bauruense, torço para que a Justiça decida pela redução dessa dívida, acatando a tese de que tenha havido erro de cálculo nas projeções de juros e correção monetária. No entanto, discordo das menções à minha administração constantes da referida reportagem, eis que:
1- Essa dívida teve origem em administrações anteriores à minha e me coube a dura missão de pagá-la dentro das minguadas possibilidades financeiras do erário municipal. Pagou-se o que foi possível e tentou-se – através das Secretarias de Negócios Jurídicos e de Finanças – negociar valores par torná-la menos terrível.
2- Quando assumi o cargo de Prefeito, no final de 1998 e início de 1999, as dívidas do viaduto inacabado, dos lotes urbanizados e da operação ARO (Antecipação de Receitas Orçmentárias) avolumavam-se assustadoramente. Essas dívidas chegavam a R$ 43 milhões em 2000, exigíveis a curto prazo, com a perspectiva de colapso da Administração na hipótese dos bancos credores conseguirem sucesso judicial nas cobranças.
3- No momento, lá atrás, em que o Governo Federal, por intermédio do Banco do Brasil, acenou com a federalização de tais dívidas, beneficiando inúmeros municípios e vários Estados, foi um alívio para todos os devedores. Bauru, inclusive. A dívida exigível a curto prazo passou a ser alongada para 30 anos. RESSALTO: não se tratou de uma negociação isolada de nosso município. O Banco do Brasil pagou os credores com títulos da dívida pública e os Estados e municípios devedores (Bauru, inclusive, repito) foram chamados a reembolsar o Tesouro Nacional no longo prazo.
4- No caso específico da dívida para com o Chase Manhattan, a pedida do credor era de R$ 30 milhões. O BB pagou-a com deságio de cerca de 30%, reduzindo-a para pouco mais de R$ 21 milhões. A partir daí iniciou-se a difícil tentativa de saldar as prestações fixadas no acordo com o Banco do Brasil, a fim de manter a adimplência do município em relação aos governos estadual e federal.
5- Cabe ainda ressaltar que as dívidas do Município, aqui mencionadas, tiveram origem em projetos de leis encaminhados pelos prefeitos de então, aprovados mediante quorum especial na Câmara Municipal - mínimo de dois terços dos votos em cada caso- tornando-se documentos (contratos) legais, dos quais não havia como fugir em minha gestão. Sob pena, como aconteceu nas condenações que a Prefeitura sofreu no total de R$ 6,4 milhões, em favor da Fepasa e da Rede Ferroviária Federal, no final de 2004. Convém lembrar: originaram-se elas de contratos assinados pela Prefeitura em anos anteriores e não honrados na época.
Diante do que acabo de expor, pergunto aos leitores do JC e à comunidade bauruense em geral: é justo culpar-me por situações a que não dei origem? Alguém, no meu lugar, teria feito melhor? A atual conjuntura político-administrativa do Município parece deixar claro que não. Muito grato pela publicação, cordialmente. (Jornalista Nilson Costa, ex-prefeito municipal)
DINHEIRO PÚBLICO
O sr. Jônathos de Siqueira, em carta publicada neste sábado, 12/08/06, cobra com muita propriedade a apuração dos responsáveis pelo “erro de cálculo” da federalização da dívida do viaduto, incluída no pacote de federalizações das dívidas de Bauru promovida na administração Nilson Costa.
É fundamental separarmos a importância do viaduto no contexto viário de nossa cidade, bem como sua licitação e construção super-fiscalizadas e hoje isentas de suspeitas, desse “imbróglio” que registra um ágio de 130% sobre o valor real federalizado. Não é difícil aparecerem pessoas com interesses políticos ou mal informadas culpando o viaduto pelo aparente desmando de pagar mais que o dobro do que realmente era devido. Se surgirem, contribuirão para enriquecer o folclore nacional com história semelhante àquela onde o sofá é culpado pelo adultério da amada. Pode, também, se juntar a episódio mais recente culpando as ambulâncias pelo escândalo dos sanguessugas. É dever das autoridades investigar profundamente esse “erro de cálculo”. (Nicanor Amaro Silva Neto)
“CARTA DE UM FILHO PARA O PAI”
Esta é uma carta de adeus de um jovem de 19 anos. O caso é verídico (real) e aconteceu em um hospital de São Paulo.
“Acho que nesse mundo, ninguém procurou descrever o próprio cemitério. Não sei como meu pai vai receber este relato, mas preciso de todas as forças enquanto é tempo. Sinto muito meu pai, acho que este diálogo é o último que tenho com o senhor. Sinto, muito mesmo. Sabe pai, está em tempo de o senhor saber a verdade do que nunca desconfiou. Vou ser breve e claro, bastante objetivo. Travei conhecimento com meu assassino aos 15 anos de idade. É horrível, não, pai? Sabe como conheci esta desgraça? Por meio de um cidadão elegantemente vestido, bem elegante mesmo e bem falante, que apresentou-me ao meu futuro assassino: a droga. Eu tentei recusar, tentei mesmo, mas o cidadão mexeu com o meu orgulho, dizendo que eu não era homem. Não é preciso dizer mais nada, não é, pai? Ingressei no mundo do vício. No começo foi o devaneio, depois as torturas e a escuridão. Eu não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Em seguida, veio a falta de ar, o medo, as alucinações e logo após a euforia do pico, novamente eu me sentia mais gente do que as outras pessoas, e o tóxico, meu anjo, meu amigo inseparável, sorria. Sabe, meu pai, a gente quando começa, acha tudo ridículo e engraçado. Até Deus eu achava cômico. Hoje, no leito de um hospital, reconheço que Deus é mais importante que tudo no mundo, e que, sem a sua existência e sua ajuda, eu não estaria escrevendo esta carta.
Pai, eu só estou com 19 anos, e sei que não tenho a menor chance de viver, é muito tarde para mim. Ao senhor, meu pai, tenho um último pedido a fazer: mostre esta carta a todos os jovens que o senhor conhecer, diga-lhes que em cada porta de escola, em cada cursinho de faculdade, em qualquer lugar, há sempre um homem elegantemente vestido, destruidor de suas vidas e que os levará à loucura e à morte, como aconteceu comigo.
Por favor, faça isso meu pai, antes que seja tarde demais para eles.
Perdoe-me, pai... Já sofri demais. Perdoe-me também por fazê-lo padecer pelas minhas loucuras. Adeus, meu pai.”
Algum tempo depois, após escrever esta carta, o jovem morreu.
Esta carta reflete a dor, a tristeza e o fim de uma vida preciosa. Nela, cumpre-se o que nosso senhor Jesus Cristo afirmou: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).
De um lado vemos a ação do diabo, através de seus agentes (demônios travestidos de homens) destruidores, que são pessoas que se prestam para ser seus instrumentos; o tóxico, como meio de gerar dinheiro ilícito (maldito), que atrai tanta gente inescrupulosa e sem princípios espirituais e morais, as quais, mesmo sabendo que estão destruindo vidas, não têm o menor remorso. A sociedade sem Deus as acolhe, infelizmente, muito mais do que aos pregadores da verdade e do amor. De outro lado, vemos a solução: Jesus disse que, enquanto o ladrão, que é o diabo, vem para matar, roubar e destruir, ele, o salvador, veio para dar vida e vida com abundância.
É isto amigo, estamos envolvidos em uma luta milenar, entre a luz e as trevas, o bem e o mal, entre Cristo e Satanás. Duas forças lutando pela cidadania do nosso ser, enquanto um escravisa, o outro apela à nossa consciência, vinde e arrazoemos e vede que o senhor é bom, diz um verso.
Certo pai para não ver o filho se desencaminhar na vida através de más companhias, fez o seguinte, pegou 5 maças boas e uma podre, colocou-as em um prato e levou até um aposento ao fundo da casa, algumas semanas após, levou o filho ao local e mostrou-lhe de novo as maças e lá estavam elas, todas as 5 boas e uma podre? De jeito nenhum, estavam todas podres. Disse alguém que devemos manter-nos distantes daquelas tentações pelas quais seríamos facilmente vencidos. Jesus Cristo, o único que satisfaz a sede da alma, de tal forma que o jovem jamais pensa em experimentar drogas ou qualquer outra coisa que prejudique espiritual, moral ou fisicamente. Seja o pai de seu filho antes que um traficante o adote, infelizmente há muitos que são órfãos de pais vivos, dedique agora (hoje) um tempo para conversar em família. (Ranulfo Marinho - RG 5.541.398)
ADEUS, DR. CYRO
Quero através desta coluna externar meus profundos sentimos de pesar à família do dr. Cyro Ferraz de Aguiar pelo seu prematuro passamento. É com muita tristeza e já com saudades que lembro da ilustre e inesquecível pessoa do dr. Cyro, que com muito brilhantismo e dignidade representou o povo de Bauru por três mandatos de vereador na nossa Câmara Municipal, somando-se ao seu espírito esportivo, que como atleta defendeu alguns times que formam o nosso futebol varzeano, bem como salientar com orgulho, por conhecê-lo e saber o quanto o dr. Cyro se destacou como excepcional advogado, pois quando procurado, sempre lutou na defesa dos mais necessitados, os quais atendia com muita atenção, amor e carinho. Não poderia deixar de lembrar também que o dr. Cyro foi um assíduo ouvinte do meu programa de rádio, denominado “Momentos Eternos”, por mais de 11 anos, e como ele mesmo dizia por telefone: ...“Marly, eu não perco, sequer um programa seu, este programa me dá vida e vida cheia de bons momentos e me traz grandes recordações”. É verdade. A equipe de ouvintes do programa, que prestava trabalho voluntário social, em suas visitas realizadas na residência do dr. Cyro comprovou isso. Fico muito feliz em dizer que nas horas difíceis pela qual o amigo passou, acometido de doença irreversível, e abandonado pela sorte e até mesmo pela Instituição que ele tanto defendia, nós pudemos oferecer-lhe uma boa dose de conforto, carinho e atenção que ele merecia. Do amigo, só nos resta o conforto em vê-lo nas fotos do grupo de amigos do programa “Momentos Eternos”. Tenho muito a agradecer pela força e a garra, amor e carinho dedicados pela d. Graciana, que enfrentou essas dificuldades sem medir esforços. Que Deus a abençoe. Dr. Cyro: espero que seus filhos e netos se espelhem no grande homem que o senhor foi. Quero que o senhor esteja neste instante vivendo momentos eternos junto ao nosso Deus, esquecendo as agruras que passou por aqui. Descanse a infinita paz que o senhor merece. (Marly Jobstraibizer - Diretora e apresentadora do programa “Momentos Eternos”)
Tô ficando velho e burro...
Às vezes quando me quedo a pensar -gostaram do “me quedo a pensar”... - clássico... Continuando: ...chego à triste conclusão de que estou ficando velho e burro ou, pior, tenho alguma deficiência mental que me impede de entender e compreender os fatos. Pensem comigo: meu salário não chega a R$ 600,00, bruto! Com ele tenho que pagar a prestação da casa, contas de água, luz e telefone – esse tô pensando em mandar de volta pra Telefonica - comida, farmácia e o mais que aparecer. Aí, recebo o hollerith: descontos de 2% para uma tal contribuição confederativa - pô bicho, nem sei o que é isso - 7,65% INSS, para quando me aposentar, continuar a trabalhar, 6%, vale transporte. Ah! Falando em transporte, o usuário só se fo... funica em Bauru. As empresas fazem o que querem com os horários, principalmente aos sábados e domingos e nas férias. Êles pensam que nós, trabalhadores, saímos de casa pra passear. Chegar na hora ao “batente”? Já é querer demais...
O salário. Por uma questão de segurança e facilidades para o empregador, o pobrezinho é depositado no banco. Aí, então, eu vou todo esperançoso ao caixa mais próximo... O que está lá não bate com o hollerith! Puxo um extrato e tenho vontade de dar uma bruta porrada no caixa eletrônico! Descontos: CPMF, taxa de manutenção da conta, tarifa de renovação do cartão. E me metem a mão em mais de vinte reais. E acho que ainda vão me cobrar pelo extrato. O vigilante é grandão, se não, vocês iam ver o estrago...
Depois disso tudo, ainda sou corinthiano de nascença, hipertenso, safenado e diabético. E aí vem um cara com uma bíblia na mão e diz que eu não tenho religião, não vou a nenhuma igreja e, por isso, quando morrer, vou pro inferno. Vá pro inferno você, urubú! Pfuuuuaaa! Dá pra entender? Dá? Oôôôô, vida! (Augusto de Oliveira Leme - RG 3.635.720-0)
DIREITO DO CONSUMIDOR
Quero parabenizar o procurador da República o sr. Pedro Antonio de Oliveira Machado pela atitude em ter impetrado uma ação civil para abrir concessão para operação de outras empresas aéreas em Bauru. Temos que acabar com esse monopólio da Pantanal, pois além de prestar um péssimo serviço, passagens caras, funcionários mal educados, digo isso porque já fui mal tratados por eles. Que saudade que tenho da Interbrasil e da TAM, principalmente da Interbrasil, que tinha um ótimo serviço e um preço acessível. Hojé é um absurdo de caro e ainda tem que dar por satisfeito viajar em um fokker 50, só por Deus mesmo... Marília, Araraquara estão com várias empresas operando. Por que Bauru não? Até a Gol já está em Araraquara. Parabéns sr. Pedro Antonio de Oliveira, pois acredito que o mercado está para todos, principalmente para aqueles que têm qualidade e pensa sempre no seu consumidor. (Vagner Silvestre - Rg. 17.745.208)
ELEIÇÕES 2006
Assim disse um missivista: “O brasileiro vai votar com receio de que se repitam injustiças, temos que nos conscientizar que o erro está em nós mesmos. Para que não haja injustiça, o voto antes de entrar na urna deve ser pensado e repensado para que desta vez não levemos alguém a ocupar o poder sem responsabilidade, analfabeto e corrupto.”
Bem, todos que falam em voto consciente, sempre colocam a culpa no povo, e dizem que nós eleitores que não sabemos votar. Em minhas cartas tenho sido franca sobre isso, pois não aceito tal covardia de atribuírem a nós a pecha de idiotas. E por isso já por cartas nas Tribunas sempre pergunto a estes escritores, o que é voto consciente? Eu sei, só que quero que expliquem. Fica aí a indagação. Voltando à carta da missivista, esta usou um analfabeto como se isso fosse um crime, além disso é deselegante e falta de cristandade menosprezar alguém por não ter estudo, e principalmente pessoas do nordeste brasileiro. Já pensou? Então pense.
A comparação que faço com seu desprezo aos analfabetos e com tanta ênfase dito em carta: é o mesmo que uma mãe colocar uma filha fora de casa só por esta ser solteira e aparecer grávida, isto é justo? Claro que não, pois na hora em que esta filha mais precisa, é abandonada. Outra comparação desumana. Filhos que, ao chegar a idade de seus pais, os levam para abrigos somente para não ter trabalho com estes que os criaram. Não se esqueçam de que um analfabeto foi que passou para trás os diplomados em Sorbonne, portanto, não devem dar tanta ênfase assim no analfabetismo aproveitando isso para a política. Isto é deselegante, desumano e anticristão. Pois é!! Com paciência Deus trabalha para nos ensinar! E quanto tempo ele espera até que aprendamos a lição! (Iris Linhares Ferreira de Mello - RG 5.347.238)
PAI
Pai, por favor preste atenção Vou falar com emoção De você. Pai, você é meu grande amigo Como é bom estar contigo E te ver. Pai, você me ensinou o bom caminho Obrigado papaizinho Meu herói. Pai, me lembro quando eu era criancinha do senhor e da mamãezinha E a saudade dói...
Pai, nossa vida era tão bela Quando chegava a primavera O campo cheio de flor. Pai, nós vivíamos na pobreza Mesmo assim era uma beleza A gente tinha muito amor. Pai, o senhor ficou velhinho Mas não se sinta tão sozinho Pois seus filhos estão aqui. Pai, em todos os lugares que vou Quando oro ao senhor Eu não esqueço de ti.
Pai, conta um pouco a sua história Conte mesmo, conta agora Pois tem muito pra dizer. Pai, abra seu coração Fala até do seu timão Nós queremos ouvir você. Pai, hoje é o dia dos pais Muita saúde e muita paz Eu desejo pra você. Pai, meu coração assim diz Que eu vou ver você feliz E será grande o meu prazer.
Pai, o dia hoje está tão lindo Para Deus estou pedindo Para te abençoar. Pai, pedaço da minha vida Nesta data tão querida Eu quero te abraçar. Pai, sei que já está cansado Mas pode ficar sossegado Eu vou cuidar de você. Pai, esta minha decisão
É mais que obrigação Porque esse, é meu dever.
(Manoel Alves dos Santos - Mané, da Escola Viver)