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Instituto internacional faz alerta à mídia brasileira

Folhapress
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São Paulo - O International News Safety Institute (Insi), um dos órgãos internacionais que a Rede Globo consultou antes de decidir exibir a filmagem enviada pelos seqüestradores de dois de seus funcionários, na madrugada de anteontem, afirmou em nota que as empresas brasileiras do setor deveriam adotar “medidas preventivas” para evitar novos ataques.

“Medidas preventivas deveriam ser adotadas pela Globo e por toda a mídia do Brasil para evitar ataques como esse, que não apenas põem em risco a vida de jornalistas e profissionais mas também reduzem a liberdade de expressão. O Insi lembra que quase 90% dos assassinatos de jornalistas ocorridos nos anos 90 foram nos países onde eles vivem e trabalham”, afirma a nota assinada pela instituição.

Na nota, o instituto - que é especializado em segurança para jornalistas - manifesta ainda “profunda satisfação e alívio” pelo final do seqüestro do repórter Guilherme Portanova e do auxiliar técnico Alexandre Calado.

Na nota, o Insi informa ter sido responsável por colocar a Globo em contato com uma empresa especializada em gerenciamento de riscos, a AKE Group. Para as duas instituições, a Globo “não podia fazer nada além de aceitar as condições dos seqüestradores”.

As imagens dos criminosos foram ao ar no começo da madrugada de domingo. Portanova foi solto aproximadamente 24 horas depois.

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