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Crime arma ‘homem-bomba’ contra Deic

Por Gabriel Batista | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O vendedor de travas de segurança para carros Alexandre Garrido, 41 anos, foi assaltado e obrigado a ir até a sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) na avenida Zaki Narchi, em Santana (zona norte), com seis rojões de festa junina amarrados ao corpo com fita adesiva. Ele foi roubado por um homem negro, armado com uma pistola, ao sair de um cliente na avenida Taubaté, Vila Carrão (zona leste), anteontem no início da tarde. O assaltante o obrigou a entrar no prédio do Deic e mostrar o “arsenal” ao primeiro policial que encontrasse.

Segundo o vendedor, a primeira coisa que o bandido fez foi exigir que entregasse o dinheiro que tinha pego na loja do cliente, mostrando ter conhecimento de suas atividades. Ainda de acordo com o depoimento da vítima, o criminoso levou R$ 400,00 em dinheiro e R$ 240,00 em cheque. Em seguida, colou a fita adesiva com os rojões em seu corpo e ordenou: “Agora você vai para a porta do Deic e mostra isso (os fogos) para eles. Nós vamos te seguir. Se não for até, a gente vai te matar”.

O vendedor dirigiu seu Fiesta preto e foi seguidos pelos criminosos em um Ômega vinho até a ponte Aricanduva. Ele chegou ao Deic por volta das 13h e parou o carro na esquina. Saiu gritando e chorando de nervoso. Um investigador foi falar com o vendedor, que mostrou os rojões revestidos com papel alumínio.

Os fogos foram retirados pelos policiais sem a necessidade de equipes antibomba. A polícia não mostrou os rojões à reportagem. Segundo informações dos investigadores, a vítima tem antecedentes por estelionato e receptação. Embora a versão oficial seja de roubo, a polícia desconfia de que Alexandre tenha dívidas com os criminosos e que possa ter feito isso para obter perdão. Mas foi feita uma pequena reconstituição do crime e, para a polícia, o vendedor, por enquanto, é vítima, pois ficou provado que o seu relato sobre o que aconteceu é “coerente”.

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