Brasília - O programa eleitoral gratuito começa hoje sob a expectativa de que poderá alterar os rumos da sucessão presidencial. Os adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apostam na propaganda de rádio e TV para reverter o favoritismo do presidente, que venceria a eleição ontem no primeiro turno, segundo as pesquisas.
Em razão da aliança com o PFL, o candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, terá o maior tempo para tentar ganhar o voto do eleitorado. No total, serão 10min 22s 15. Segundo o comando da campanha de Alckmin, os três primeiros programas serão dedicados à apresentação do candidato.
A avaliação é que o tucano ainda é desconhecido pela maioria do eleitorado, principalmente do Nordeste. Depois desta fase, o programa irá apresentar as propostas e atacar o governo do presidente Lula no quesito ética e corrupção. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá o segundo maior tempo: 07min 21s 00.
O programa será centrado nas ações do governo e nas propostas para um segundo mandato. Lula não irá se expor para rebater pessoalmente às críticas dos adversários. Segundo o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, as pesquisas indicam que Lula está no caminho certo para vencer as eleições, portanto a oposição não tem que pautar o programa do petista.
Candidato do PDT, o senador Cristovam Buarque (DF) terá 02min 03s 89 para apresentar suas propostas. Desde o primeiro programa, a estratégia é colar a imagem do candidato à da educação e o discurso que somente com a melhora no ensino o país terá condições de crescer. O pedetista também irá dedicar o programa para criticar o governo Lula.
Os candidatos Luciano Bivar (PSL) e José Maria Eymael (PSDC) terão o mesmo tempo na propaganda eleitoral gratuita: 1m 15s 05. Os programas dos dois candidatos também terão o mesmo propósito: fortalecer os seus partidos.
Em terceiro lugar nas pesquisas, a candidata do PSOL, Heloísa Helena, terá o mesmo tempo que Rui Pimenta, que disputa pelo PCO. Serão 1min 11s 43 para cada um. Os dois usarão o espaço para criticar o presidente Lula e tentar forçar o segundo turno, além de fortalecer os seus partidos. Como tem pouco tempo, Heloísa disse que “será tudo muito simples”.
A novidade será a forma como a candidata irá se apresentar. Ela foi orientada a não gritar para evitar assustar o eleitorado, mas isso não quer dizer que deixará de lado suas ácidas críticas ao governo Lula.