Por telefone, uma pessoa informou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Bauru na manhã de ontem que quatro homens armados estavam em uma lanchonete no Parque Vista Alegre. Acreditando na informação de assalto, a PM direcionou quatro viaturas e o helicóptero Águia para o local, na quadra 2 da rua Flor do Amor. Mas ao chegarem no estabelecimento, os policiais encontraram as portas fechadas. Rastreando a ligação, acabaram localizando a autora do trote, que responderá pela contravenção penal de falso alarme, com pena de 15 dias a 6 meses de detenção ou multa.
Quando constataram que a lanchonete não estava funcionando, os policiais solicitaram ao Copom que identificassem o telefone de onde partiu a denúncia. A ligação foi feita em um orelhão localizado na quadra 6 da rua Cônego Aníbal Difrância, a poucas quadras da lanchonete. Pela gravação da denúncia, que durou cerca de 20 minutos, os policias verificaram que a informação foi passada por uma mulher.
Com essas informações, a PM encontrou uma testemunha, que apontou a mulher, que estava atravessando a rua da lanchonete. Levada ao 2.º Distrito Policial, Gracieli Matos da Silva, depois de negar ter feito a ligação, acabou confessando a autoria do trote. De acordo com o delegado Carlos Creppe Júnior, ela teria informado o falso crime porque teria se desentendido com a dona da lanchonete, sua chefe. “Ela confirmou que ligou porque brigou coma patroa, que não teria aceitado seu namorado”, conta.
Silva responderá a acusação em liberdade. O CD com a gravação de sua conversa com o Copom foi encaminhado para a perícia técnica. Além de ter dedicado boa parte da manhã para atender a essa ocorrência, a polícia teve um prejuízo de cerca de R$ 1 mil só com o uso do helicóptero para apurar a denúncia.
“Esse tipo de ocorrência não é incomum em Bauru. E em várias ocasiões, o autor é pego. Tanto a Polícia Civil quanto a Militar possuem equipamentos que localizam a chamada. O problema é que muitos acreditam que não acontece nada, o que não é verdade”, observa Creppe.