Ontem, depois de denúncia anônima, dois adolescentes, de 16 e 17 anos, foram apreendidos pela Polícia Militar (PM) com 19 peças metálicas provenientes de túmulos do Cemitério do Redentor. Em maio desse ano, a reportagem do JC registrou que 10% dos jazigos do cemitério se encontravam depredados. Os vândalos chegavam a retirar tampas inteiras, caso não conseguissem tirar os objetos metálicos, geralmente vendidos para ferros-velhos da cidade.
De acordo com policiais da Base Comunitária Sudeste que detiveram os dois menores ontem, havia várias denúncias de atividades ilícitas no Cemitério do Redentor. Ontem, o fator “sorte” fez a diferença. Ao chegarem no local, os policiais avistaram duas pessoas que pulavam o muro do cemitério, com destino à rua.
Como as características de ambos batiam com as registradas na denúncia, os policias os abordaram para uma revista. Dentro de uma mochila azul, que estava com um dos adolescentes, os PMs encontraram 19 peças de metal de vários tamanho, na maioria letras, além de duas chaves utilizadas para retirar os objetos dos túmulos.
Supõe-se que os menores pretendiam derreter e vender os materiais. Em média, os ferros-velhos de Bauru pagam R$ 3,00 pelo quilo do bronze, R$ 2,5 pelo quilo de alumínio, R$ 7,00 pelo quilo do cobre limpo e R$ 6,00 pelo quilo do cobre queimado.
Depois da revista, os adolescentes foram encaminhados à Delegacia de Infância e Juventude (Diju), onde confessaram ter furtado os itens no cemitério. Um boletim de ocorrência foi registrado, no entanto os menores foram liberados porque nenhum dono de jazigo deu queixa relativa aos furtos.
De acordo com a polícia, ambos os infratores responderão a um processo e, se as vítimas dos furtos forem localizadas, eles poderão ser conduzidos à Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) ou prestarão serviços à comunidade.