Cairo - Mediadores egípcios apresentaram ontem ao grupo terrorista Hamas, cujo braço político domina o Parlamento palestino, uma nova proposta para pôr fim à crise detonada pela captura de um soldado israelense por grupos islâmicos, que já dura seis semanas.
Segundo um membro do Hamas, eles sugerem que o militar Gilad Shalit seja entregue a autoridades egípcias em troca da libertação de 600 palestinos presos por Israel. Um grupo adicional seria solto posteriormente.
O seqüestro, ocorrido em 25 de junho e assumido por três grupos diferentes, incluindo o braço armado do Hamas, levou Israel a reocupar parte da Faixa de Gaza, deter 40 ministros e deputados do grupo e impor um bloqueio econômico.
A ofensiva militar matou 165 palestinos até agora. Israel rejeitou propostas anteriores de troca do soldado por presos. O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, confirmou que houve uma nova proposta, mas não a detalhou.
Ele disse que o grupo não abdicará da exigência de libertação de presos. Segundo uma autoridade palestina, diplomatas de Qatar também tentam um acordo.
Também ontem integrantes da TV americana Fox News foram a Gaza discutir hoje com o governo o seqüestro de dois jornalistas na véspera.
Numa demonstração de admiração pela atuação do grupo terrorista libanês Hizbollah contra os israelenses - e do aumento da influência do líder do grupo no Oriente Médio -, alguns pais palestinos estão dando a seus bebês o nome de Hassan, Nasrallah, Hassan Nasrallah e até mesmo de Hizbollah.
No hospital de Shifa, em Gaza, seis bebês receberam o nome do líder do grupo. Outros seis se chamam Hizbollah, Beirute ou Promessa, referência à ofensiva do grupo, “A Verdadeira Promessa”.
O importador Nahed Ghurani deu ao filho o nome de Hizbollah. Ele diz que amigos o alertaram para a possibilidade de o filho “não conseguir trabalho nem viajar. Mas há esse espírito nacionalista em mim.”
Ele planeja chamar o próximo filho de Ahmadinejad, em homenagem ao presidente do Irã, inimigo ferrenho de Israel.