Caro senhor Roberto Vieira de Araújo, lendo sua missiva neste jornal (tribuna do leitor), datada de 15/8/2006, a respeito do referido instituto, me pus a rir em frente ao computador. Claro que não sobre seu relato publicado (com todo meu respeito em sua problemática), mas sim por sua fundamentada razão em relação àquela entidade com tamanha indignação. E isto me fez recordar que assistindo a uma reportagem por uma das emissoras de televisão local tecendo longos e largos elogios ao referido órgão de referência européia e mundial, lhe afirmo que também eu fiz a inscrição de minha mãe, hoje com 72 anos de idade, para a chamada “triagem” e que, passados sete meses, eu disse sete, não obtivemos nenhuma resposta deste instituto cheio de pompa e elegância arquitetônica. (...) Devo salientar que os prováveis implantes ficaram expostos como obra de ostentação em um lindo prédio situado em um dos locais mais caros e badalados da cidade de Bauru. Assim como creio também que todos os seus profissionais ali locados já devam ter em suas bocas os mais belos e brancos dentes já implantados. Mesmo assim, a mídia da área da saúde, em pleno gozo do direito do cidadão, faz questão de afirmar que estão eliminando ou erradicando o adjetivo de há muito pejorativo: Brasil! O país dos desdentados...
Mudaram apenas o slogan? Senão o é, a pergunta que não quer calar ou um dente a mais implantar: para onde estão indo as verbas das ditas cujas implantações? Ou ficaremos, como sempre, à mercê dos auto-questionamentos até que alguém venha a público representar e/ou responder à sociedade como um todo o direito destas prestações?! Apenas não nos venham com altos índices de listagens enormes, donde constam apenas nomes dos mais variados e sim com comprovações de “trabalhos realmente realizados”.
Wilson Carlos de Oliveira - RG 11.226.004