Um rebanho de duas mil ovelhas da raça santa inês será exposto na Grand Expo 2006, em novembro. Os animais serão a grande novidade do setor agropecuário do evento. De acordo com o presidente da Associação Brasileira do Santa Inês (ABSI) Paulo César Farha, o animal deverá chamar a atenção pela rusticidade e pela ausência de lã no corpo, que são suas principais características.
Outro diferencial da raça é o número de filhotes por ovelha. A cada dois anos, o animal cria até três filhotes, enquanto as demais raças parem apenas uma. “É uma raça cuja carne é magra e muito sadia. Também é a preferida para o cruzamento industrial. Os produtores consideram a raça santa inês o nelore da ovinocultura”, destaca Farha.
Ainda de acordo com ele, o santa inês é a raça de ovelhas que mais cresce no Brasil, inclusive nos Estados da região Sudeste, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O animal, entretanto, é típico do Nordeste. O custo mínimo de uma ovelha da raça santa inês, segundo Farha, é de R$ 350,00.
Porém, o ovino de elite, usado para reprodução, pode custar até R$ 100 mil. Já o quilo da carne do animal para o consumo é vendido a R$ 10,00. “A rentabilidade do ovino, hoje, é superior à do bovino e do eqüino. Nossa expectativa para os leilões que vamos realizar na Grand Expo é de arrecadar R$ 3,5 milhões”, ressalta Farha.