Regional

Presos voltam ao CR de Jaú após monitoramento no Dia dos Pais

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Dos 72 reeducandos do Centro de Ressocialização (CR) de Jaú, beneficiados com a saída temporária do Dia dos Pais, apenas um não retornou à unidade prisional por ter sido detido em flagrante em Bariri, onde invadiu uma residência.

Segundo o comandante interino do 27.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), Airton Troijo, os motivos que teriam garantido a volta de todos os reeducandos ao CR de Jaú estão ligados à implantação do monitoramento e acompanhamento dos presos pela Polícia Militar (PM) durante o período de indulto.

“Cada comandante da companhia recebeu a incumbência de acompanhar (os reeducandos). Nós repassamos o nome e endereço de cada um”, conta Troijo, lembrando que com o endereço de cada reeducando em mãos, foi possível à PM fazer o acompanhamento.

De acordo com o comandante, um único reeducando não retornou ao CR de Jaú por ter sido detido em Bariri, no domingo.

Sílvio Ferraz Ribeiro teria recebido autorização da Justiça para passar o Dia dos Pais com a família mas foi preso em flagrante pela PM no Centro de Bariri. Ribeiro teria invadido uma residência por volta de 1h40. Segundo a polícia, ele rendeu e ameaçou o casal de moradores alegando ser integrante da Facção Criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O reeducando cumpria pena em regime semi-aberto no CR de Jaú e foi conduzido à cadeia de Barra Bonita, onde agora deverá cumprir pena em regime fechado.

O 27.º BPMI é responsável por 10 municípios da região de Jaú. De acordo com o comandante Troijo, o patrulhamento policial foi reforçado nessas cidades, principalmente nos locais onde existem cadeias, como em Barra Bonita e Igaraçu do Tietê.

Além da redução do horário de folga dos policiais, a PM também colocou um número maior de viaturas nas ruas. O reforço na segurança, segundo o comandante, deve continuar até o próximo final de semana, quando termina a Expo Jaú 2006.

Troijo comenta que medidas como o recolhimento obrigatório dos presos, das 22h às 6h durante os dias da saída provisória, podem facilitar o trabalho da polícia.

Neste período, os presos seriam obrigados a permanecer dentro de suas residências. “Deve recolher-se das vias públicas das 22h às 6h os que estão na “saidinha” (indulto). Isso facilita o trabalho da polícia para diferenciar quem está praticando atentados ou qualquer outro tipo de delito”, acredita Troijo.

O comandante ressalta que é importante, também, que a polícia tenha em mãos mandados de busca e apreensão para garantir a revista na residência do detento, em caso de suspeita.

“Em Bariri (a prisão do detento) foi através de busca e apreensão. Se a família falasse que ele estava dormindo nós entraríamos do mesmo jeito (com o mandado). Vamos tentar padronizar isso aqui na nossa cidade”, espera Troijo.

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