Turismo

Machu Picchu

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Situadas a 2.560 metros de altitude, as ruínas de casas e templos de Macchu Picchu (montanha velha ou velho pico, no idioma quechua) continuam sendo o maior destino turístico peruano, embora o país reserve muitas outras surpresas.

Mais de 2.000 turistas passam por dia pelas ruínas da magnífica cidade, construída há milhares de anos pelos incas, e que ainda hoje estão em perfeito estado de conservação. A viagem até o santuário exige dinheiro, tempo, planejamento e algum preparo físico, já que é um subir e descer escadas sem fim.

Até hoje não se sabe por que os incas abandonaram repentinamente a cidade. As explicações mais plausíveis apontam três hipóteses: uma epidemia, uma invasão das tribos da floresta amazônica com as quais viviam em conflito ou mesmo uma rebelião entre as autoridades de Cusco, que condenou toda a população de Machu Picchu à pena de morte.

Certo ou errado, o que importa é que seus enigmas continuam intrigando gente do mundo todo, que se pergunta como os espanhóis liderados por Francisco Pizarro nunca os conheceram. Segundo os estudiosos, como Machu Picchu era um centro religioso e astronômico, sem reunir riquezas, que eram a meta dos exploradores, o local conseguiu se manter intacto como um grande segredo jamais revelado nem mesmo para os próprios incas.

Existe apenas um jeito de se chegar a Machu Picchu a partir de Cusco, no Peru: de trem. Mesmo os mochileiros que se aventuram por três ou quatro dias pelo caminho inca (45 quilômetros) até atingirem o povoado de Águas Calientes tomam o PeruRail parando antes, para seguir a pé.

Existem várias categorias de trens da Orient-Express: primeira, segunda, terceira classe... Os preços variam muito: num vagão razoável paga-se em torno de US$ 52 (ida e volta); no médio, pelo Vistadome, em torno de US$ 105 e no mais luxuoso, pelo Hiram Bingham, que parte e chega da estação intermediária de Poroy, com direito a refeições diferenciadas, US$ 495.

A viagem é demorada se comparada com a aérea. Se de São Paulo a Lima leva-se em torno de cinco horas, em vôo direto da LAN, e de Lima a Cusco, uma hora, de trem o percurso é feito em quase quatro horas.

Mas ninguém reclama porque é a chance do turista descobrir os mistérios do Vale Sagrado, cruzando paisagens incríveis: do árido montanhoso ao úmido da Selva Amazônica. Rios com corredeira, pontes, sítios arqueológicos e plantações nas encostas são a prova de como os incas estavam muito além de seu tempo. Pena que somente durante três séculos se mantiveram na América Latina.

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