Machu Picchu, o Pico Velho, leva esse nome devido à denominação do pico de onde se originaram as pedras que construíram a cidade sagrada.
A cidade sagrada é rodeada por quatro picos principais: Wayna Picchu (aquele pico tradicional que aparece nas fotos do local, observatório astronômico e onde se localiza o templo da lua), o Putukusi (uma montanha cujo espírito é feminino), o Wilcanota e, por fim, o Machu Picchu.
Fica numa área com mais de 32 mil hectares, protegida histórica e ecologicamente. Rica em biodiversidade, a região abriga mais de 370 espécies de aves, 77 de mamíferos e 700 de borboleta.
Assim que se desembarca na Estação de Trem de Águas Calientes, sente-se a magia do lugar. O povoado é repleto de lojinhas de artesanato e restaurantes típicos. Dezenas de microônibus encaminham os visitantes até a entrada do sítio arqueológico. Pelo caminho, nas encostas, a presença dos “mensageiros” encanta.
São crianças com trajes típicos andinos, muito coloridos, que inesperadamente surgem pelo trecho cheio de curvas, surpreendendo e encantando os visitantes. Relembram como no passado funcionava a comunicação entre os povos andinos de cima e de baixo da montanha. Na volta, os mensageiros entram nos ônibus e desejam a todos passageiros bom regresso e, claro, solicitam alguma propina.
A melhor época para se visitar Machu Picchu e percorrer a trilha inca vai de junho a agosto, quando também são realizadas as festas mais populares da região: Corpus Chrsiti e Inti Raymi, o Festival do Sol.
Raramente nesses meses chove, mas a desvantagem é que os preços dobram devido à alta concentração de estrangeiros de todas as partes, que lotam o santuário entre 10h e 15h.
Entre outubro e abril, chove sem parar e os visitantes devem levar capas de chuvas, repelente e usar sapatos apropriados que não derrapam (tipo botinhas).
Em 2005, em outubro, o santuário ficou isolado do mundo por conta de um desprendimento de gelo do alto do monte nevado La Verônica, o que causou a inundação do rio Yuracmayo e derrubou a ponte que ligava o vilarejo de Chilca ao caminho inca.
A ponte foi refeita e, hoje, todo cuidado é tomado para que novos desprendimentos não ocorram, prejudicando o turismo no local.
O Serviço de Informação e Assistência ao Turista (Iperú) é um exemplo de organização para o mundo, com um trabalho incessante voltado ao atendimento aos visitantes nacionais e estrangeiros no Peru. A alta qualificação dos guias turísticos peruanos também impressiona. Todos formados em escolas de graduação estreladas (falam vários idiomas).
Por isso, jovens, crianças, pessoas da terceira idade e até portadores de necessidades especiais (claro que monitorados por amigos e parentes) visitam a cidade sagrada o ano todo. Ao contrário do mal que acomete muitos turistas em Cusco, isso não ocorre em Machu Picchu. Mesmo assim é preciso fôlego para o subir e descer escadas, aconselha o bauruense Miguel Angelo Napolitano, que foi, amou e pretende retornar ao Peru.
Vá com calma, beba muito líquido, se lambuze de protetor solar e tenha fé: você vai conhecer todos os templos e se maravilhar com esse lugar místico, exótico e exemplar. Um lugar para se ficar quieto e sentir a força de Deus sobre os homens. Até o mais cético dos mortais se renderá àquela visão fantástica. Complementada, quase sempre, pelas luzes multicoloridas do arco-íris. Um lugar para se chorar de tanta emoção!