Regional

Lins quer licença de operação para aterro sanitário irregular

Da Redação
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Lins - Para tentar viabilizar a licença de operação do aterro sanitário em Lins (102 quilômetros de Bauru), o titular da Secretaria Municipal de Urbanismo, Obras e Serviços Públicos, Toninho Nunes, esteve nesta semana na Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cestesb), em Bauru.

Desde 1998 a Cetesb estaria cobrando da Prefeitura de Lins soluções para adequar o aterro sanitário de acordo com uma série de especificações exigidas pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do órgão.

Por meio da assessoria de imprensa, Nunes explicou que a prefeitura obteve recentemente uma autuação da Cetesb por não possuir a licença de operação do aterro. Segundo ele, a licença vem sendo solicitada há cerca de nove anos. “Para obter a licença é preciso adequar o local atendendo uma série de especificações exigidas pela Cetesb”, explicou o secretário.

De acordo com ele, o problema do aterro sanitário em Lins foi levantado em 1993 e, desde então, a Cetesb estaria cobrando providências da prefeitura. “Nós, que estamos no governo há cerca de um ano e meio, estamos nos esforçando para cumprir todas as exigências. Aliás, várias delas já foram cumpridas”, declarou.

Na última terça-feira, o secretário esteve na Cetesb, em Bauru, acompanhado da diretora de Limpeza Pública, Luciana Maria Rodrigues, e do engenheiro da prefeitura Jânio Banwart. A visita informal, segundo Nunes, serviu para que o grupo apresentasse um resumo dos trabalhos que estariam sendo realizados pela prefeitura no aterro sanitário com a intenção de adequá-lo às exigências do órgão.

Aqüífero Guarani

Nunes disse que também será feito um monitoramento no lençol freático do município para avaliar se a água foi contaminada pelo aterro. “Caso tenha ocorrido alguma contaminação, é possível recuperar o lençol facilmente”, comentou.

O secretário também refutou os boatos de que o aterro estaria contaminando o Aqüífero Guarani. Segundo ele, isso seria impossível, pois a camada de basalto em Lins (segundo cálculos do Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) de Araraquara) teria cerca de 600 metros de espessura, o que tornaria impossível a contaminação através do aterro sanitário.

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