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Cai número de mortes por atropelamento

Folhapress
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São Paulo - Levantamento divulgado pelo governo de São Paulo mostra queda no número de mortes por atropelamentos no Estado entre 1996 e 2005. A cidade de São Paulo concentra 29% dos casos. Segundo estudo feito pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), com base nas informações dos cartórios de registro civil, a taxa de mortalidade por atropelamento em 2005 foi de 5,1 mortes por 100 mil habitantes no Estado. O último levantamento, de 1996, mostrava dez mortes por 100 mil habitantes.

O estudo afirma que o motivo da queda é a vigência do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), instituído por lei em 23 de setembro de 1997, e em vigor desde 22 de janeiro de 1998. A queda mais acentuada do número de mortes por atropelamento no Estado de São Paulo foi registrada entre 1997 e 1999. Desde 1996, a mortalidade por atropelamento acumula redução de 46% e a causada pelos demais acidentes de transporte diminuiu 23%.

São Paulo

A cidade de São Paulo concentrou 29% das mortes por atropelamento do Estado entre 2004 e 2005. O município registrou diminuição de 57% nas taxas de mortalidade, que passaram de 11,5 para cinco mortes por 100 mil habitantes, entre os períodos 1996/1997 e 2004/2005. De 96 bairros, 76 apresentaram queda da mortalidade por atropelamento no biênio 2004/2005. Segundo o estudo, os maiores índices ocorreram no Pari, Sé, Barra Funda, Vila Maria, Republica, Jaçanã, Bom Retiro e Ponte Rasa, com mais de dez mortes por 100 mil habitantes.

Os menores índices foram registrados no Morumbi, Vila Mariana e Moema, com menos de dois óbitos por 100 mil. Os índices de mortes mostram-se maiores em regiões administrativas como Registro, São José dos Campos, região metropolitana e Baixada Santista. O motivo, seria, segundo o estudo, o fato de essas regiões serem cortadas por rodovias muito movimentadas. Mais homens A taxa de mortalidade por atropelamento no Brasil era, segundo o Ministério da Saúde, de 5,6 mortes por 100 mil habitantes em 2003 - índice quase três vezes maior do que os de países como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá.

O estudo divulgado pela Fundação Seade aponta que os números de mortes por atropelamento é maior entre os homens do que entre as mulheres, em todo o País. São Paulo teve resultado semelhante à média nacional: registrou nove mortes entre homens por 100 mil habitantes e menos de cinco mortes entre mulheres, no mesmo universo.

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3ª causa de morte

São Paulo - Os atropelamentos são a terceira principal causa de morte entre crianças e adolescentes brasileiros com 5 a 14 anos de idade, segundo levantamento do Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Eles são responsáveis por 8,8% das mortes.

Segundo o próprio Seade, nesta faixa etária, a primeira causa de morte são quedas com traumatismos e a segunda, queimaduras e afogamentos. O risco de morrer em decorrência de um atropelamento aumenta conforme a idade.

Conforme o levantamento, o risco de morrer atropelado sobe - para homens e mulheres - a partir dos 50 anos. Entre mulheres com menos de 50 anos, por exemplo, houve apenas cinco casos de morte por atropelamento em cada grupo de 100 mil, em 2005. Já entre mulheres com 70 anos ou mais, o número quase dobra. O levantamento conclui que o risco aumenta de acordo com a idade devido às diversas patologias que decorrem do envelhecimento.

Entre os males citados estão a catarata e a retinoplastia diabética, que prejudicam a visão; a perda de capacidade auditiva, que perturba a atenção aos alertas dados por motoristas, por exemplo; e a perda da força muscular, que diminui a agilidade e dificulta a travessia de vias movimentadas.

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