Nacional

Alckmin: ‘segurança é problema do presidente’

Folhapress
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Curitiba - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, tentou ontem transferir ao governo federal o desgaste pela onda de violência em São Paulo. O tucano disse que a questão da segurança pública “é um problema do presidente”. Alckmin disse não ter visto até ontem nenhum jornal das cidades que visitou no País que não exibisse na capa um problema grave de segurança.

“Se é um problema de todo o País, é um problema do presidente da República. É nacional. E não adianta dizermos que o problema não existe. Não podemos escondê-lo debaixo do tapete. Existe e precisa ser enfrentado”, disse. Esse foi o ponto em que o candidato recebeu aplausos mais intensos no discurso para cerca de 1.500 políticos e empresários num clube de Curitiba, onde fez campanha.

Ele disse que, como toda a legislação é federal, vai rever a lei de execuções penais e os códigos Penal e de Processos, caso seja eleito. Para ele, a legislação “é muito dura para o (criminoso) pequenininho, porque a progressão da pena não se faz na velocidade devida, e fraquinha para o crime organizado”.

Apontando o tráfico de drogas e o contrabando de armas, sem a fiscalização na fronteiras, como “o grande mal” do Brasil, ele disse que o combate ao desarmamento é uma a operação “enxuga gelo”. “(A polícia) Tira a arma do marginal, mas ela não pára de entrar.”

Alckmin afirmou que “o Parlamento está virando um conjunto de interesses corporativos, muitas vezes contrários aos interesses coletivos. Temos que rever esse processo. O Parlamento tem que ser a casa do povo, a casa de todos, não das corporações, mas do coletivo”.

A agenda em Curitiba terminou num encontro com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), que Alckmin reconquistou para sua campanha. Brandão era o vice na chapa do governador Roberto Requião (PMDB), mas a aliança foi anulada pelo presidente do PSDB, Tasso Jereissati. Brandão disse que o candidato “não tem culpa dos erros do partido” e que vai “espalhar” comitês Alckmin-Requião.

O fato de o PDT ter lançado Cristovam Buarque à Presidência não inibiu o senador Osmar Dias (PDT), candidato ao governo, a participar da caminhada de Alckmin em Curitiba.

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