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Polícia Federal prende oito em Roraima por lavagem de dinheiro

Folhapress
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Manaus - A Polícia Federal prendeu ontem em Boa Vista (RR) oito pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, contrabando de diamantes, sonegação fiscal e improbidade administrativa. Há indícios de que o caso esteja relacionado ao escândalo que ficou conhecido nacionalmente como “esquema dos gafanhotos”.

Segundo a PF, a quadrilha detida ontem foi responsável pelo envio de cerca de US$ 100 milhões, de 1998 a 2003, para paraísos fiscais, com passagem pelos Estados Unidos. Entre os presos estão o doleiro e empresário do ramo de hotelaria Pedro José de Lima Reis, ex-suplente do senador Romero Jucá (PSDB), e o empresário da área imobiliária Walter Voguel, que tinha em seu nome mais de 130 empresas constituídas, além de José Evandro Moreira, presidente da estatal Companhia de Água e Esgoto de Roraima (Caer), cunhado do governador Ottomar Pinto (PSDB).

O esquema, desmontado pela Operação Exodus, começou a ser investigado em fevereiro deste ano por uma força-tarefa envolvendo a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Segundo um dos coordenadores da operação, o auditor fiscal da Receita Roney Freire, a quadrilha enviava os recursos para o exterior por meio de paraísos fiscais.

O dinheiro era encaminhado depois aos Estados Unidos e retornava a Roraima por meio do contrabando de diamantes e ouro ou por remessas de empresas do grupo. Para Freire, há conexão do grupo com o “esquema dos gafanhotos”, que desviou R$ 230 milhões da folha de pagamento dos funcionários públicos de Roraima. “Alguns deles (os presos pela operação Exodus) são doleiros e diamantários.

Temos indícios da vinculação do caso com o “esquema dos gafanhotos’, porque há pessoas presas que trabalhavam para o grupo (dos gafanhotos) na lavagem do dinheiro (desviado)”, diz Freire. A participação dos presos na operação com o esquema dos “gafanhotos” começa, segundo a PF, com o diamantário Adelcimar Pereira Bastos, o Dema. Os diamantes eram contrabandeados de garimpos na fronteira de Roraima com a Guiana e vendidos para lavar o dinheiro.

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