“A reforma da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) será inevitável no próximo governo, seja quem for o presidente”. A sentença é do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, candidato a deputado federal pelo PDT. O dirigente sindical esteve ontem em Bauru, onde se reuniu com correligionários e líderes sindicais de Bauru e região.
Segundo Paulinho, a preocupação da Força Sindical se deve ao fato de que a reforma trabalhista está há algum tempo em discussão no Congresso Nacional, com a possibilidade de ser aprovada pela próxima legislatura. “Eu venho falando há algum tempo e acho que não tem como o próximo presidente vir para cima desta questão, seja o Lula ou seja o Alckmin, porque tem uma pressão dessa turma que manda de que precisa fazer a reforma trabalhista”, afirmou.
O presidente da Força ressaltou que nos últimos quatro anos as centrais sindicais têm conseguido segurar a reforma trabalhista, para que o governo faça primeiro a reforma sindical. De acordo com Paulinho, não é possível mexer com a CLT sem realizar mudanças na estrutura dos sindicatos no Brasil. “A estrutura sindical se deteriorou muito e não dá para mexer na CLT, com direitos dos trabalhadores, sem mexer na estrutura sindical. Acredito que haverá um embate muito grande nesse sentido”, salientou.
De acordo com Paulinho, uma das principais mudanças na estrutura sindical é estabelecer regras de negociação entre patrões e empregados, estabelecendo penalidades para empresas que não sentarem para negociar com os sindicatos.
Outro ponto é estabelecer contratos coletivos, para manter os direitos dos trabalhadores, mesmo com a reforma na CLT.