O cenário: apagão, escândalos de proporções internacionais, falta de segurança pública, sem dizer a vergonha do nosso congresso. Há quatro anos, acreditamos que a chegada de um novo governo representaria uma mudança radical. Infelizmente, este se mostrou forte no discurso e fraco nas ações. Se não podemos esperar muito do governo, que demonstra um grande apetite arrecadatório, podemos provar da enorme competência do empresariado brasileiro, já acostumado a sobreviver em ambientes turbulentos. Temos um parque industrial invejável, com qualidade reconhecida e “jogo de cintura”. Basta, portanto, adotarmos uma postura mais agressiva e formar uma aura de respeitabilidade para os produtos e empresas brasileiras. O que tirará o Brasil da lama será a ação e organização em todos os níveis.
Aperfeiçoar seus produtos e serviços, aumentar vendas com qualidade e não perder o foco do negócio são metas que orientam o marketing empresarial. Utilizar as feiras e exposições como mais uma ferramenta estratégica para inserção no mercado nacional e internacional. Negociações podem ser efetivadas em bloco representando notável economia para o grupo. Existe um mundo lá fora com mercados fortes e dinheiro rodando. Basta acompanhar as estatísticas de consumo do mundo asiático. No contexto da economia mundial, as feiras são oportunidades importantes para a fixação da imagem e o crescimento das corporações, dada à relevância atribuída às exportações. Representam o caminho mais rápido e eficiente para conquistar importantes espaços no mercado externo, traduzindo os investimentos em crescimento.
Participar de uma feira é bem mais do que esperar que o público entre no estande. A decisão deve estar alinhada com os objetivos da empresa; com as exigências do mercado; o aumento da demanda. Avaliar o porte, o público-alvo, as empresas participantes, o valor do investimento e as possibilidades de retorno do evento. As feiras especializadas têm a vantagem de reunir num mesmo ambiente de negócios clientes potenciais e concorrentes. Às corporações é imprescindível entender que o resultado financeiro imediato não deve ser a meta principal. O fortalecimento e fixação da marca entre revendedores, consumidores e até concorrentes, já é um passo importante.
O desenvolvimento é gerado pela ousadia daqueles que estão na vanguarda. Destaque para o evento Quarto de Milha, realizado em Bauru, que atraiu um enorme público consumidor, e a Feira Internacional de Negócios do Centro Oeste Paulista (Feincop), em outubro próximo, além das Feiras e Rodadas de Negócios com o apoio de entidades de classe.
Se o governo não faz a sua parte, a iniciativa privada está de parabéns, pois num país que anda na corda bamba, a sociedade organizada aprende a se equilibrar.
A autora, Giane Vaz, é administradora de Empresas, gestora em marketing e diretora da Hotesse Eventos