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Emprego formal reage, mas não bate 2005

Por Julianna Sofia | Folhapress
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Brasília - O mercado de trabalho formal voltou a dar sinais de recuperação. Depois de quatro meses seguidos em que o número de vagas criadas ficou abaixo dos resultados verificados em 2005, o crescimento do emprego com carteira assinada mostrou novo fôlego em julho. No mês passado, foram gerados 154.357 postos - 31,4% a mais que em julho de 2005.

Na análise do ano, porém, o número de empregos criados vem minguando mês a mês desde abril. No início do período, a geração mensal de postos estava em 229.803. O Ministério do Trabalho avalia que não se trata de uma tendência, pois esse movimento é típico nesta fase do ano. “Essa comparação não está correta. É uma maneira equivocada de olhar o resultado”, argumenta o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Segundo ele, a comparação correta deve ser feita com igual mês dos demais anos. Ele acrescenta que, tradicionalmente, o ritmo de geração de emprego diminui a partir de abril e volta a se recuperar entre agosto e outubro. Técnicos do ministério salientam ainda que a variação de junho para julho (número de novas vagas reduziu-se em 0,7%) mostra estabilidade dos dados, enquanto nos anos anteriores havia uma clara diminuição na quantidade de empregos criados no país.

Os números do emprego com carteira assinada fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento é divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e reflete o desempenho do mercado de trabalho formal, exceto funcionalismo público e empregados domésticos.

Em julho, os setores que mais contribuíram para a ampliação do mercado de trabalho foram serviços (52.118 novos postos), comércio (28.085 vagas) e agricultura (27.748 empregos). No caso da indústria da transformação, foram criados 20.993 postos, resultado bem acima do registrado em julho do ano passado (6.119 vagas).

Para Marinho, segmentos como calçados e madeira e mobiliário, que desde o ano passado vinham demitindo trabalhadores, começaram a esboçar uma reação. “Há uma combinação de fatores. Pode ser resultado das medidas de câmbio ou das mudanças no crédito”, declarou o ministro. Recentemente o governo anunciou alterações nas regras cambiais e uma linha de crédito especial para esses setores.

Maior contribuição

Os setores de serviços, indústria de transformação e agricultura foram os que mais contribuíram para a abertura de novas vagas de trabalho nos sete primeiros meses do ano, segundo o Caged, do Ministério do Trabalho. O setor de Serviços aumentou em 376.947 o número de empregados de janeiro a julho.

Esse é o segundo melhor desempenho para o setor, menor apenas que o registrado no mesmo período de 2005. Já a indústria de transformação abriu 235.875 novos postos de trabalho, o segundo maior resultado para o período, abaixo apenas do registrado de janeiro a julho de 2004.

O setor agrícola criou 219.329 novos empregos formais no período, resultado muito próximo do registrado no mesmo período do ano passado, quando foram abertas 219.941 vagas.

Em relação a julho, ainda segundo o Caged, além desses setores também contribuíram para o resultado os setores de comércio e construção civil. O setor de serviços foi o que mais abriu novas vagas em julho (52.118), seguido pelo comércio (28 085). O setor agrícola abriu 27.748 novos empregos formais, enquanto que a construção civil aumentou em 24.640 o número de empregados formais. A indústria de transformação foi responsável pela contratação de mais 20.993 novos empregados no mês de julho.

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Bauru

Bauru - Em Bauru, no mês de julho foram criados 315 empregos somando todos os setores de atividade econômica. O número é 55,8% menor do que o volume registrado em julho do ano passado, que foi de 713. Os números, obtidos junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referem-se ao saldo resultante entre o total de admissões e desligamentos de trabalhadores nos principais setores da economia.

Em julho deste ano, o setor de serviços foi o que registrou a maior variação positiva, com a criação de 290 vagas de trabalho. Já o segmento da construção civil registrou, segundo o Caged, a maior variação negativa do mês, com saldo de 96 desligamentos.

No acumulado do ano, os números do Caged mostram o saldo de 1.605 empregos criados de janeiro a julho, contra 3.622 no mesmo período do ano passado. A diferença é de 55,68%.

No acumulado deste ano, também foi o setor de serviços o responsável pela maioria das vagas criadas: o resultado entre as admissões e desligamentos foi de 1.367. O maior número de demissões ocorreu na construção civil, gerando saldo negativo de 316 trabalhadores.

Patrícia Zamboni

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