Política

Candidatos a federal pedem voto caseiro

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Os 11 candidatos a deputado federal por Bauru presentes à primeira rodada no debate realizado ontem à noite no auditório da Universidade Estadual Paulista (Unesp), promovido pelo grupo Bauru+ 10, enfatizaram a necessidade da região, a partir da cidade, contar com pelo menos um representante em Brasília (DF). O voto caseiro, entretanto, esbarra na pulverização de votos motivadas pela presença de nomes de outras praças, apoiados por alguns dos próprios candidatos locais e outros elementos que podem tornar mais uma vez distante a meta de eleger um deputado federal local.

A representatividade regional através da escolha de um dos 12 postulantes inscritos neste ano – apenas Estela Almagro (PT) não compareceu ao debate Bauru+10 por cumprir compromisso de campanha em São Paulo – ainda esbarra em fatores que nem os candidatos locais escondem, como a utilização da eleição de agora como trampolim para projetos políticos futuros e, ainda, a batalha que os partidos, sobretudo os menores, travam para conseguir fugir da cláusula de barreira, tendo como meta conquistar mais que os 5% dos votos possíveis no País para manter benefícios previstos na legislação, com representação no Congresso.

Com esta missão, o debate permitiu que todos os candidatos se apresentassem ao público, ontem. O primeiro a falar, por sorteio, João Bráulio (PSOL), criticou o PT, mencionou que é advogado, defendeu a distribuição de renda e a reforma agrária e se posicionou contra o projeto neoliberal.

Mais experiente, o ex-deputado Tidei de Lima (PV) pontuou que a cidade e a região sentem falta de representantes em Brasília (DF) e na Assembléia Legislativa (AL). “Este espírito é necessário que se propague”, disse. O ex-prefeito defendeu reação popular contra os parlamentares citados em casos de corrupção através do voto e pediu assepsia no Congresso. “O deputado atua em questões nacionais, mas não há como cumprir a representação regional sem um representante daqui. A existência da Unesp, por exemplo, é produto desta representação, sem provincianismo, mas com a presença local em Brasília (DF)”, apontou.

O terceiro a falar, Carlos Sandrin (PT do B), voltou a atacar o presidente Lula (PT), dizendo que a motivação para ser candidato surgiu depois que o governo federal adquiriu uma aeronave nova enquanto que 27 crianças, filhas de índios, morriam no Mato Grosso por falta de assistência pública. “Por isso sou candidato, me comovi com isso e tenho 20 projetos para defender”, disse.

Rodrigo Agostinho (PMDB) lembrou que foi o vereador mais votado da última disputa local e que como ambientalista “está” candidato para defender a bandeira e representar a cidade e a região no Congresso. “Não há como fortalecer as demandas regionais e locais na Câmara dos Deputados sem um representante escolhido por aqui”, enfatizou.

Osmar Brito, do PCO, classificou que seu nome representa o segmento que reúne “o único partido operário descolado da frente popular liderada pelo Lula”. Ele pediu que o trabalhador se organize e reforçou que sua candidatura defende o tripé salário, trabalho e terra, referindo-se à necessidade de um salário mínimo de subsistência, à jornada de 35 horas semanais para garantir emprego e o acesso à terra através da reforma agrária.

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