Política

Lentidão em julgamento atrapalha candidaturas

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo calendário eleitoral, termina hoje o prazo para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologar as candidaturas a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. No entanto, os candidatos que tiveram o registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ainda terão que esperar até 20 de setembro para ter certeza que poderão disputar a eleição, em 1o de outubro.

Ou seja, quem teve a candidatura indeferida vai ter que esperar até dez dias antes das eleições para saber se ainda são candidatos, caso dos candidatos de Bauru a deputado estadual Antônio Faria Neto (PDT), e a deputado federal Carlos Sandrin (PT do B) e Rubens de Souza (PSB).

De acordo com a assessoria de imprensa do TSE, os prazos estabelecidos estão de acordo com a legislação eleitoral.

O que pode ter atrapalhado os candidatos foi o fato deles próprios terem que comparecer ao TRE para assinar a documentação. “Antes, o registro poderia ser feito através dos diretórios estaduais. Este ano houve mudanças e os próprios candidatos tinham que comparecer ao Tribunal para requerer sua candidatura”, explicou a assessoria.

Apesar dos problemas que as mudanças possam ter causado a candidatos, o TSE alega que a maioria conseguiu apresentar a documentação dentro do prazo, por isso o Tribunal julga que o calendário não pode servir de desculpa para eventuais indeferimentos de candidaturas.

A assessoria de imprensa do TSE informou também que, mesmo com o indeferimento, o candidato pode continuar em campanha até o julgamento, caso os candidatos entrem com recurso. No entanto, o risco do TSE manter a decisão do Tribunal Regional é grande, o que deixa os candidatos em situação difícil: fazer campanha sem saber se poderão disputar a eleição, ou não fazer campanha e correr o risco de perder a eleição por causa disso.

Falta de informação

Por outro lado, a falta de informação é a principal justificativa dos candidatos que tiveram seus registros negados. O candidato a deputado estadual Antônio Faria Neto (PDT) alegou não saber que deveria ir pessoalmente ao TRE para obter seu registro, por isso mandou um procurador em seu lugar.

Já o candidato a deputado federal Rubens de Souza (PSB) afirmou não saber os motivos pelos quais teve seu registro indeferido. Ao contrário de Faria Neto, que não se informou sobre a impugnação e o prazo de sete dias para regularizar a situação, Souza entregou os documentos.

Ontem, o candidato afirmou que iria a São Paulo para saber o que aconteceu e tentar resolver o problema. Ontem à noite o site do TSE estava congestionado, por isso o acórdão com a decisão sobre a candidatura de Souza não constava na página do Tribunal.

Quem também teve problemas com falta de documentação foi o advogado Carlos Sandrin (PT do B), candidato a deputado federal. Até o fechamento desta edição, Sandrin não tinha sido encontrado para comentar o indeferimento de sua candidatura.

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