Fiquei indignado com a atitude da Emdurb no que se refere à instalação de um radar, para mim móvel, mas que eles alegam ser fixo por existir uma placa de 1m x 1m colocada no chão, encostada numa árvore a 50 metros de onde foi instalado o radar provisório, na av. Duque de Caxias, uma quadra antes do viaduto da av. Nações Unidas, no sentido Centro- Cruzeiro do Sul. Esse fato foi constatado no dia 23/08 p.p., por volta das 13 horas, e não sei precisar por quanto tempo ali ficou, visto que passei no local somente após as 19 horas e o dito “radar fixo provisório” já não se encontrava mais no local, para sorte dos condutores de veículos desatentos. Senhores Diretores, encarregados e senhor presidente da Emdurb: instalar um radar da forma como ele estava sendo operado, numa baixada, escondido atrás de uma árvore e uma placa de aviso de fiscalização eletrônica colocada no chão 50 metros antes no tamanho de 1m x 1m, sendo que na seqüência da via há um viaduto com pouquíssima travessia de pedestres, ou seja, um local onde quase todos imprimem velocidade próxima do permitido ou acima, para mim é sinônimo de deslealdade e desrespeito para com o motorista que circula na cidade.
Minha indignação se resume ao fato de não existir, pelo menos não foi divulgado, qualquer estatística de que no local esteja ocorrendo alto índice de acidentes de trânsito ou atropelamentos. É notória a situação favorável ao aumento da velocidade por parte dos condutores de veículos, o que para os responsáveis pela Emdurb talvez signifique local apropriado para aumento de receita, mas deveria significar: precisamos educar o motorista e para isso instalaremos ali uma cancela eletrônica, ou seja, lá qual for o meio mais moderno de instruir que a velocidade deve ser reduzida no local. Dessa forma, eu que notei o radar e todos os que infelizmente foram multados só podemos concluir que não se trata de educar e sim arrecadar.
Tive o privilégio de conhecer o atual presidente da Emdurb há uns dezesseis anos, digo privilégio porque se trata de um homem de caráter e conduta ilibada e posso afirmar ser ele um servidor municipal de carreira que sempre exerceu suas funções com esmero e dignidade, digo isso por que enquanto fui secretário municipal de Desenvolvimento Econômico tive a oportunidade de desenvolver ações no âmbito municipal que foram conjuntas com o DAE, onde ele exercia assessoria jurídica. Dessa forma, caríssimo dr. Célio, não acredito que ações como essa tenham o seu crivo e consentimento porque não há justiça, pelo contrário, tão pouco há embasamento para procedê-las, a não ser que o seu curso da história seja outro neste momento, o que particularmente não acredito.
Espero que o seu sempre sentido de justiça e bom senso prevalecem e que as multas ali praticadas sejam desconsideradas e que esse procedimento nefasto seja interrompido imediatamente e substituído pelo ato de educar com sinalização adequada.
Sugiro isso porque não é só nesse local que essa atitude está sendo tomada, mas em muitas outras vias públicas municipais e o “modus operandi” é o mesmo, lembrando que esse procedimento é anterior à sua gestão e rogo para que acabe. Respeitosamente.
O autor, Domingos Antonio Malandrino, é empresário e membro do Conselho do Ciesp-Bauru