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Concorrência do ProUni sobe 52,7%

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Cada vez mais pessoas se inscrevem no Enem pensando em usar a nota na seleção do Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de baixa renda, em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior.

A concorrência não pára de aumentar em Bauru. Se dividirmos o número de inscritos no Enem pelo total de vagas oferecidas pelo ProUni, constata-se que a relação candidato/vaga cresceu 52,7% de 2005 para 2006.

Caroline Swenson, estudante do 3º ano do ensino médio na escola estadual Ernesto Monte, pleiteia uma dessas vagas. “Não tenho condição de pagar uma faculdade particular. Vou fazer o Enem pensando em conseguir uma das vagas do ProUni”, revela a garota, que pretende ser jornalista.

Como estuda no período noturno e trabalha durante o dia todo, Caroline não conseguiu participar de aulas de reforço e teve que estudar sozinha. “O esforço para me preparar foi grande. Só consigo estudar no final de semana”, afirma.

A colega de sala de Caroline, Priscila Cristiane Teodoro, também pretender concorrer ao ProUni. “Vou fazer o Enem por causa do ProUni porque não tenho como pagar faculdade sozinha. Sábado será meu último dia de estudos”, diz a jovem, que também estuda nos finais de semana, já que trabalha como auxiliar administrativo durante o dia.

O estudante Eduardo Carrara Deladonio é um exemplo de que o ProUni funciona. Ele fez o Enem no final do ano de 2004 e utilizou a nota na estréia do ProUni, em 2005, quando conseguiu uma vaga no curso de marketing de uma universidade de Bauru.

“Me preparei lendo jornais e revistas e consegui 86% de aproveitamento e consegui a bolsa”, revela Eduardo, que comemora o fato de não ter enfrentado uma concorrência tão acirrada como se espera para este ano.

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