Nacional

Ministro da Fazenda admite que a carga tributária ‘poderia ser menor’

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu ontem que a carga tributária é elevada” e que o cidadão tem motivos para reclamar, mas defendeu a condução do assunto pelo governo, frisando a desoneração de impostos prevista, em nova legislação, para alguns produtos e empresas menores. “Isso é um processo de ajustamento. Não dá para fazer de uma hora para outra.”

Confrontado com o fato de que houve elevação da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no início do governo Lula, ele argumentou que só algumas empresas foram afetadas e que as desonerações da cesta básica e de bens de capital compensaram a elevação da contribuição.

“Houve aumento de Cofins, sim, mas nos setores que têm cadeia produtiva menor. Houve diminuição para aqueles com cadeia maior. O que foi desonerado é muito maior do que esses dois ou três elementos que subiram”, disse o ministro.

Em entrevista na entrada do Ministério da Fazenda na tarde de ontem, ele prometeu continuidade nos cortes de impostos, mas no ritmo atual. Tentou desvincular o aumento na arrecadação federal à elevação dos impostos, argumentando que o incremento se apóia na expansão da economia. “Vai haver desoneração, planejada evidentemente. Apesar de tudo isso, a arrecadação vai continuar subindo porque a economia vai continuar crescendo”, afirmou. “Não podemos confundir arrecadação com carga tributária.”

O ministro criticou o governo FHC por aumentar a carga tributária e disse que Lula cumpriu a promessa de não elevar os impostos. “Vamos continuar aprovando leis, como a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que vai diminuir ainda mais a tributação sobre as micro e pequenas empresas.”

Comentários

Comentários