Tribuna do Leitor

Voto nulo, um dia vamos precisar!


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Àqueles que defendem o voto nulo já, como eu, não são baderneiros, anarquistas ou partidários do “quanto pior, melhor”. Ao contrário, acredito que a Terra, um dia (não sei quando, só sei que demora muito, ainda), vai ser um planeta de felicidade. Mas isto é “conditio sine qua non” que as pessoas mudem. E mudem muito. Nas primeiras aparições de candidatos no horário eleitoral, reforço a minha convicção no voto nulo. Dá para ler na cara dos candidatos: sou safado!

Há aqueles que defendem o voto em candidato bauruense. Mas não há um só digno de meu voto. São todos meros oportunistas. Talvez eu faça uma concessão e vote para presidente, melhor, para presidenta: Heloísa Helena. Mas por quê? Porque ela não participou do esquema do PT (ao contrário, foi expulsa do partido por esse motivo), sua palavra é firme, decidida e parece ser autêntica. Os outros pipocam e feio (é só ver os debates!). Todos se dizem autoridade para impor a segurança aos cidadãos (mas não têm a mínima idéia de como implantar uma segurança eficiente); todos prometem diminuir a carga tributária (mas duvido que alguém mexa na carga tributária. Ninguém dá tiro no próprio pé.). O Lula blefou nisso também. O Alckmim está blefando. Por acaso, o pedágio não é tributo que encarece os transportes, principalmente de alimentos? Alckmim está blefando feio, pois tudo que ele fez foi aumentar pedágio. Entre Lula e Alckmin, pode escrever, é certo que não vai dar em nada. As promessas, além de promessas, são vagas.

Nós, eleitores, estamos com uma batata quente nas mãos. Escolher! Quem? Certa está a jovem leitora Aline, que usou sua opção de não se alistar para esta eleição. Quanto ao voto nulo, um dia vamos precisar dele, ainda que não seja desta vez.

Venício Augusto Francisco

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