Tel Aviv - A chanceler israelense, Tzipi Livni, instou ontem a comunidade internacional a apressar o envio de tropas de paz ao Sul do Líbano, qualificando a situação na região como “explosiva’’. O aumento da pressão veio em meio a novos incidentes ao longo da fronteira, com a morte de três soldados libaneses e um israelense pela explosão de artefatos, a captura de dois libaneses por Israel e ataques esporádicos israelenses na área das fazendas de Shebaa.
“O tempo está trabalhando contra aqueles que gostariam de ver a resolução (do Conselho de Segurança da ONU) aplicada’’, disse Livni após encontro em Paris com o chanceler francês, Philippe Douste-Blazy e o premiê Dominique de Villepin. “Estamos em uma situação das mais sensíveis e explosivas.’’
Já o premiê libanês, Fouad Siniora, instou os EUA a pressionarem Israel para que levante o bloqueio aéreo e marítimo ainda imposto sobre o Líbano. “Os EUA podem nos apoiar, colocando pressão sobre Israel para levantar o cerco’’, disse Siniora. Segundo ele, o bloqueio é uma violação do cessar-fogo. Israel diz que não porá fim ao bloqueio enquanto as tropas da ONU não cheguem à região.
Diplomatas europeus se reuniram ontem para discutir o envio de soldados para a força de paz. Porém, uma decisão não deve sair antes de amanhã, quando os chanceleres têm um encontro com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
“Não esperávamos nenhuma indicação definitiva de contribuição de tropas hoje, mas o sentimento é de que na sexta-feira os ministros terão uma discussão frutífera’’, disse Temu Tanner, embaixador da Finlândia, que ocupa a presidência rotativa da União Européia.
O principal impedimento para que os países se comprometam a enviar soldados tem sido a indefinição sobre a força e o alcance do mandato que as tropas terão no Líbano. Segundo a resolução aprovada pelo CS, a força terá 15 mil homens.
A França havia oferecido apenas 200 soldados para a missão. Mas ontem o premiê Dominique de Villepin disse que pode aumentar sua participação uma vez que sejam conhecidos os detalhes sobre o mandato da força. “Queremos ir adiante, uma vez que as condições estejam certas’’, comentou.
Por sua vez, o ditador sírio, Bashar Assad, disse que não irá aceitar o posicionamento de tropas da ONU ao longo da fronteira do Líbano com a Síria. “Essa é uma violação da soberania libanesa e uma posição hostil’’, disse Assad à TV Dubai.
Mais tarde, a chanceler finlandesa, Erkki Tuomioja, afirmou que a Síria ameaça fechar suas fronteiras com o Líbano caso a força de paz se posicione na região. O premiê de Israel, Ehud Olmert, está considerando a abertura de um inquérito sobre a guerra no Líbano.
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Ultimato
Faixa de Gaza - O grupo “Brigadas da Guerra Santa’’ pediu em um vídeo emitido ontem pelo canal Al Jazira a libertação dos presos muçulmanos detidos em prisões dos Estados Unidos e ameaçou matar os dois jornalistas da rede de televisão Fox News que foram seqüestrados. Em um breve vídeo, o grupo, até agora desconhecido, mostrou os dois repórteres, seqüestrados no dia 14 em Gaza, e deu um prazo de 72 horas para o cumprimento de suas exigências.
Homens armados e mascarados seqüestraram os dois jornalistas da equipe da rede de TV americana Fox News na Cidade de Gaza, no último dia 14. O carro em que estavam o repórter americano Steve Centanni, 60 anos, e o cinegrafista neozelandês Olaf Wiig, 36 anos, se encontrava perto do comando dos serviços de segurança palestinos e foi cercado por dois caminhões.