Internacional

Após polêmica, deficiente estuprada faz o aborto

Folhapress
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Buenos Aires - Com quase seis meses de gravidez, a deficiente mental de 19 anos que se tornou alvo da polêmica sobre o aborto na Argentina interrompeu a gestação numa clínica particular, na última segunda. A conta do aborto foi paga por organizações de mulheres que compõem a Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal.

A jovem foi estuprada, supostamente por um tio. Apesar de o direito ao aborto estar explicitamente assegurado pela lei em casos assim, a Justiça demorou a liberar o procedimento e, quando o fez, o sistema público de saúde da Província de Buenos Aires se negou a fazê-lo, alegando que, com 20 semanas de gestação, não se tratava mais de aborto, mas de “indução de parto”.

Ontem, na Província de Mendoza, outra deficiente mental vítima de estupro foi submetida a um aborto, desta vez no sistema público. Grupos antiaborto, alguns deles ligados à Igreja Católica, protestaram em frente ao hospital.

Um funcionário disse que nove médicos receberam ameaças por telefone. Também houve uma ameaça de bomba.

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