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Comemoração do Dia do Feirante terá atração cultural e teste de saúde

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Vida de feirante não é fácil. Além de acordar muito cedo, por volta das 4h da manhã e trabalhar de terça a domingo, precisa sempre estar com um sorriso no rosto e disposição para agradar os clientes. “Um bom feirante tem que ser simpático para atrair a clientela”, ensina a feirante Vera Lúcia Duran. Mas, apesar de todo sacrifícios, grande parte daqueles que têm essa profissão não a trocam por nada. Hoje, comemora-se o Dia do Feirante, mas a festa será.

No domingo, a Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, juntamente com a Associação dos Feirantes de Bauru, vão realizar uma série de atividades para homenagear os feirantes. As ações serão realizadas na Feira Central, que fica na rua Gustavo Maciel, entre as ruas 1.º de Agosto e Julio Prestes, no período da manhã.

As atividades artísticas e culturais incluem a apresentação da Big Band, que faz parte da Banda Municipal de Bauru, das 9h30 às 10h30. Os visitantes também poderão ver uma exposição sobre a história e a importância das feiras na cidade e mostra de fotografias sobre feiras e produtos nelas comercializados.

Também estará presente o ônibus da Secretaria Municipal da Saúde que vai realizar medição de pressão e testes de glicemia com o público presente e feirantes. O evento faz parte do calendário de comemorações do aniversário da cidade.

Quem vai à feira e não passa pela barraca do pastel perde uma das barracas mais concorridas e preferidas pelos consumidores. Rosa Suzuki segue os passos da mãe Tereza Tokuhara. Ela, a tia Cecília Shinoda e duas sobrinhas, dividem o trabalho de fritar e servir pastéis. São tantos pastéis vendidos diariamente que Rosa até perde a conta.

A barraca está sempre cheia e Dirce Martins Jeremias é uma cliente fiel. “Comer pastel na feira é sagrado para mim. Como uns dois e ainda levo para casa, senão o pessoal fica bravo”, brinca. Para Rosa, o sucesso do pastel está no bom atendimento. “Todo mundo gosta de ser bem atendido. Adoro ser feirante”, enfatiza. Na feira tem lugar para tudo, até para discussão. “Os fregueses são bastante exigentes. Querem preço baixo e qualidade nos produtos”, conta Josi Aparecida Barros. As vezes, o “bate-boca” é inevitável. “Não sai briga, mas tem bastante discussão”, diz.

Atualmente trabalham cerca de 300 feirantes em Bauru nas 25 feiras livres que funcionam de terça a domingo. É uma atividade de longa tradição no município e com um número de freqüentadores de cerca de 25 mil pessoas por semana, o que significa quase 100 mil pessoas por mês.

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Diversidade

Engana-se quem pensa que na feira só são vendidas verduras e frutas. Tem espaço para uma infinidade de produtos: desde sapatos, artesanato, flores, café torrado na hora, peixe, roupas, ovos, CDs e DVDs, aparelhos eletrônicos, pastel até tapioca.

Na rua Ezequiel Ramos, a feira é realizada às quintas-feiras, a partir das 7h. Mas, os feirantes chegam bem cedo, alguns às 5h. Com a prática adquirida em 35 anos de trabalho, Silvia Maria Gordo Aguilhar garante que demora cerca de 10 minutos para montar a barraca e organizar os legumes e frangos que vende. “Segui a profissão dos meus pais que eram feirantes desde a minha infância. Cresci na feira e tenho irmãs e sobrinhos que também são feirantes”, orgulha-se.

Para a família Ferreira o companheirismo também dá impulso para que eles continuem na carreira. “Quando a condução de um feirante quebra, a gente se reúne e ajuda. Sempre tem alguém que vai buscar a mercadoria para que ele não se atrase para a feira”, conta José Auri Ferreira. Ele, a esposa e a filha estão em feiras seis dias por semana. No dia de folga, sempre às segundas-feiras, eles vão buscar mercadorias em sítios da região.

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