Lençóis Paulista - Problemas no poço artesiano podem deixar a população das regiões do Núcleo Luiz Zillo, Jardim Júlio Ferrari, Jardim das Nações, Nova Lençóis, Jardim América, Parque Rondon e Vila Cruzeiro sem água neste final de semana em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). O poço profundo de abastecimento fica no Núcleo Luiz Zillo e teve sua operação paralisada anteontem. Sem o poço, a rede deixou de contar com 210 mil litros de água por hora. Até ontem, o problema ainda não havia sido detectado e, por isso, não era possível prever que dia seria normalizado o abastecimento.
A cidade já estava com o abastecimento comprometido. A situação deve evoluir para a paralisação do fornecimento caso ocorra excesso de consumo pela população, ressaltou José Alexandre Moreno, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Lençóis. “Há risco de ficarem algumas áreas sem água. Por isso, é importante a população evitar o uso de água que não seja absolutamente necessário”, avalia o diretor do Saae.
Na última quinta-feira, começou a sair água com terra e as bombas do poço foram desligadas para evitar danos ao equipamento de captação. Ontem, o maquinário foi desmontado para a avaliação de um geólogo que vai analisar o que pode ser feito para recuperar o poço profundo.
“O trabalho só vai terminar por volta de meia-noite de hoje (ontem). Hoje, vamos ter uma posição mais clara sobre o que aconteceu e em quanto tempo o poço pode voltar a operar normalmente”, adianta Moreno.
Desde anteontem, o Saee está remanejando água de outras áreas da cidade para a rede da região afetada, evitando desabastecimento. Com a falta do poço, a pressão da água está menor em toda a cidade e o enchimento dos reservatórios está mais demorado.
O risco de desabastecimento se agrava porque hoje ocorre o pico de consumo do sistema, exatamente em um período em que o clima é favorável ao desperdício pela seca e calor que vêm castigando a região. A população deve colaborar evitando lavar quintais, carros, molhar jardins e hortas e banhos demorados.
Logo após a paralisação do poço, o prefeito José Antonio Marise (PSDB) determinou que os serviços de limpeza dos prédios municipais economizassem água e que fosse suspensa a rega de canteiros e jardins públicos.