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Funkeira nega uso de maconha, mas quer tema ‘sem hipocrisia’

Folhapress
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Detida na noite de anteontem por estar, segundo a polícia, portando um cigarro de maconha, a funkeira carioca Tatiana dos Santos Lourenço, 26 anos, a Tati Quebra-Barraco, disse, através de sua assessora, Patrícia Mendes, que vai tratar o assunto “sem hipocrisia”. “Tati não vai deixar que façam ataques a ela. Não estava com o cigarro naquele momento, mas já fez uso (de maconha) algumas vezes. Ela quis ir para a delegacia porque não tinha nada a esconder”, afirmou Patrícia, informando que Tati não daria entrevistas porque estava de “cabeça quente”, mas que falará sobre o tema.

A cantora se disse vítima de discriminação por morar em uma favela, a Cidade de Deus (zona oeste), onde dois policiais militares a detiveram. Se fosse rica, o mesmo não teria acontecido, colocou. Segundo a assessora, Tati comparou o caso com a música que será o carro-chefe de seu CD previsto para o fim de setembro. Em “Pensa que É Chique’’, ela ataca jovens de famílias ricas, inspirada nas que viu em shows que fez em São Paulo. “Pensa que é chique, mas de chique não tem nada/ Mete pose de gatinha, mas se amarra em cachorrada’’, diz a letra.

De acordo com a versão da funkeira, dois PMs encontraram um cigarro de maconha perto dela, na tarde de quinta-feira. Ao reconhecerem Tati, passaram a usar “palavras mais fortes”. “Ela disse que os PMs não chegaram a falar nisso (em extorsão). Se tivessem feito, ela disse que bateria nos dois”, contou a assessora.

Tati, então, teria sugerido que todos fossem para a delegacia. Na 32.ª DP, assinou um termo comprometendo-se a comparecer em 24 de outubro no Juizado Especial Criminal de Jacarepaguá. Segundo os policiais, Tati estava fumando o cigarro quando eles a viram, e tentou apagá-lo. Aceitou ir à delegacia e assinar o termo para não ser autuada em flagrante por porte de drogas.

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