A professora de idiomas, Luciana Fernandes, 27 anos, também teve experiências amargas com a Internet, mais especificamente com o Orkut. Por seis vezes, ela teve de cancelar a conta. A última foi na semana passada, depois que o perfil dela no Orkut foi clonado.
Na primeira e quarta vez, o cancelamento foi feito porque ela perdeu a senha e não tinha mais como mexer. Na segunda vez, pegaram o perfil dela e cadastraram em um site de namoro. Na época, Luciana namorava e teve sérios problemas quando o namorado descobriu que ela estava cadastrada no site.
Na terceira vez, alguém usou os dados e a foto dela para cadastrá-la em um site pornô como se fosse uma garota de programa. Luciana conta que neste caso chegou a registrar boletim de ocorrência.
Recentemente, ela voltou a ter problemas quando foi trabalhar em Trinidad e Tobago. Luciana ficou duas semanas sem se comunicar com a família. Nesse tempo, pessoas invadiram o perfil dela no Orkut e fizeram se passar pela professora.
“Eles (invasores) começaram a dizer que eu estava tendo problemas naquele país e não conseguia fazer contato. Minha família começou a ficar louca”, conta Luciana.
Na semana passada, ela descobriu que seu perfil foi clonado. E pessoas estavam usando o nome dela para fazer comentários com conotação erótica dentro do Orkut. Em nenhuma das situações, Luciana conseguiu descobrir os autores da “brincadeira”.
“Eu achava o Orkut saudável, mas depois fui percebendo que ele é muito vulnerável, o acesso de outras pessoas ao seu perfil é muito fácil. É uma ferramenta que o brasileiro não sabe utilizar”, reclama. (AC)