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Profissões do futuro: quais são?

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

A escolha da profissão é uma das decisões mais angustiantes de nove em cada dez jovens. Existem muitas opções. Só nas faculdades são quase 500 cursos de graduação em todo o Brasil. Mas qual é o melhor? A resposta geralmente não é assim tão simples de achar. Se os cursos tradicionais não atraem quem está prestes a entrar na faculdade é importante ficar atento às novidades.

Sempre surgem opções diferentes. São cursos criados para atender novas demandas. Consultores de carreiras consultados pelo Jornal da Cidade apontaram dez profissões que estão em expansão e são consideradas boas promessas para o futuro.

Áreas como engenharia, informática, saúde, aeronáutica, marketing e comércio exterior estão entre essas promessas (veja quadro ao lado). Em alguns casos, não existem profissionais suficientes para preencher as vagas que o mercado oferece. Diante disso, as empresas estão buscando alunos logo no primeiro ano de faculdade.

Foi o que aconteceu no curso de engenharia de produção, o mais novo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Bauru. Logo no primeiro ano do curso, em 2003, teve aluno que foi chamado para estagiar em empresas da cidade, apesar dos protestos do professor José de Souza Rodrigues. “Nós achávamos que eles deveriam permanecer mais algum tempo estudando”, recorda o coordenador do curso. Hoje, cerca de 30 alunos estão estagiando e com emprego garantido.

O engenheiro de produção cuida dos aspectos logísticos da empresa desde o início de um projeto até o momento que o produto é consumido. Ele é o responsável também em fazer com que a organização cumpra prazos, que seu sistema de vendas esteja conectado com a área de produção, que não se venda aquilo que não é capaz de produzir, tanto em volume quanto em qualidade.

A consultora de recursos humanos Juliana Dorigo, da Gelre de Bauru, confirma a grande procura por engenheiros de produção. Segundo ela, a engenharia como um todo vive um bom momento, mas a parte voltada à produção está especialmente valorizada por diferentes segmentos do mercado.

De acordo com ela, vagas para engenharia de produção e comércio exterior são difíceis de serem preenchidas. Ela conta que já chegou a anunciar por todo o Estado, em jornais da Capital e até fora de São Paulo, para achar esses profissionais. Recentemente, teve de buscar em Recife (PE) uma pessoa para trabalhar em uma multinacional em Bauru.

“É uma área com bastante procura mas poucos profissionais”, afirma. Da mesma forma, ela aponta o comércio exterior como outro setor que tem crescido muito, mas não tem mão-de-obra qualificada. “O mercado está carente do profissional que una a formação na área de exportação com a fluência no inglês”, comenta. Relações internacionais é apontada também pela diretora da RH Assessoria, Daniela Gibin Duarte, como uma das profissões do futuro, por causa de suas possibilidades de crescimento. “Existe uma procura muito forte por esses profissionais”, diz.

Ela comenta que quando se fala em profissão do futuro, a associação com a alta tecnologia é quase instantânea. Segundo ela, essa relação tem seu lado verdadeiro, mas existem outras boas promessas na área de saúde, como assistentes de atenção doméstica (home care), fisioterapeutas e assistentes de terapia ocupacional, entre outros.

Daniela frisa que o profissional precisa estar em constante mudança para se adaptar ao perfil do mercado. “O trabalhador precisa acompanhar as tendências e conjunturas e estar preparado para ir se adaptando a elas o tempo todo.”

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