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Novo aeroporto será ser uma opção promissora para pilotos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

A inauguração do novo aeroporto, que fica entre Bauru e Arealva, ainda não tem data prevista, mas enche de expectativas os alunos do curso de ciências aeronáutica da Instituição Toledo de Ensino (ITE).

A chegada de novas companhias aéreas vai exigir mão-de-obra especializada e a finalidade do curso é justamente formar profissionais em condições de atender essa demanda. Mas a opção não fica restrita apenas ao que virá.

Na opinião do professor e coordenador do curso, Edson Mitsuya, Bauru está em uma região onde existem pelo menos duas importantes empresas aéreas: a Neiva, em Botucatu, e a Embraer, em Gavião Peixoto. Além disso, é o berço de duas personalidades do espaço aéreo: o fundador do Aeroclube de Bauru e um dos idealizadores da Embraer, Osires Silva, e o astronauta Marcos Pontes. Segundo Mitsuya, são motivos de sobra para a cidade ter se tornado a primeira do Interior paulista a oferecer um curso superior voltado para o setor. Ele explica que a finalidade não é formar pilotos, mas profissionais capacitados para lidar com a parte técnica e administrativa das empresas.

No entanto, para receber o título de bacharel em ciências aeronáuticas, o aluno precisa de 150 horas de vôo. Cada hora custa em torno de R$ 230,00. Por causa desse custo, adicional, a faculdade da um prazo de quatro anos após a conclusão do curso para o aluno apresentar a carteira de piloto.

O local onde serão feitas as aulas práticas fica a critério do aluno. Pode ser no Aeroclube de Bauru ou em qualquer outro onde achar mais conveniente. O aluno Gabriel Garmes Armani, 18 anos, já tem 100 horas de vôo. Ele ingressou na faculdade este ano e espera terminar o curso já com a carteira de piloto nas mãos. Apaixonado pela aviação, Armani já fazia planos para ir estudar no Rio Grande do Sul ou na Capital quando a ITE lançou o curso em Bauru. Estava decidido a deixar a família para seguir seu sonho.

“Meu pai viajava muito de avião. E eu adorava quando ele contava como tinha sido e falava sobre as turbulências”, recorda. Desde 2004, ele vem tendo aulas no Aeroclube de Bauru e já está habilitado para pilotar planador. Ele acredita que dentro de dois anos estará apto a pilotar também avião. Sobre o curso, Gabriel diz que está gostando, mas ainda pode melhorar mais.

Mecatrônica

A chegada do novo aeroporto é aguardada com ansiedade também por alunos de engenharia de controle e automação (mecatrônica) da Universidade Paulista (Unip), do câmpus de Bauru.

Ao contrário do que possa parecer em um primeiro momento, o curso não trata apenas da criação e gerenciamento de robôs. É muito mais abrangente, segundo informa o coordenador do curso, Marcelo Migliatti.

O profissional da área é treinado para atuar tanto na indústria de robótica, quanto na automobilística, alimentícia, aeronáutica e outras. Entre as funções esperadas estão a programação de máquinas e produção de softwares.

De acordo com Migliatti, o mercado está bastante receptivo para o engenheiro mecatrônico. Segundo ele, praticamente todos os alunos estão empregados. O destino são empresas não só de Bauru, mas também da região, como Botucatu, onde é forte a presença da indústria metalúrgica e de aviação, e Lençóis Paulista. “Temos um aluno que foi trabalhar na Embraer, em Gavião Peixoto”, conta Migliatti. (AC)

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