Piracicaba - O Grupo Cosan, que administra 17 usinas no Estado de São Paulo, estuda a implantação de um alcooduto para o Estado de São Paulo. Como não há nada definido e o grupo é de Capital aberto, os detalhes ainda não foram divulgados. A assessoria de imprensa do grupo confirma apenas a intenção. De acordo com informações oficiais, o Grupo Cosan está sondando parceiros para instalação do alcooduto. A Transpetro e a Unica são cotadas para ocuparem o espaço, porém, o processo é muito embrionário.
Extra oficialmente comenta-se que o alcooduto teria um ramal na região de Avaré e outro na região de Ourinhos para escoar a produção de álcool até a Usina da Barra, onde o transporte para o porto de São Sebastião seria feito através da hidrovia, visando a exportação. A informação coincide com um protocolo de intenções assinado no mês passado pelo governador do Estado de São Paulo, Cláudio Lembo, e o presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo, Eduardo Pereira de Carvalho, para a execução de um estudo sobre a logística de escoamento da produção sucroalcooleira paulista, contemplando a implantação de dutos nas faixas de domínio das rodovias para exportação de álcool a partir do rio Tietê pelos portos de Santos e São Sebastião.
Lembo autorizou o uso das faixas de domínio das rodovias para a construção do alcoolduto e observou, na ocasião, que sem ter que fazer desapropriação o processo se torna mais rápido.
O protocolo prevê ainda que a Unica e a Secretaria dos Transportes estudarão a viabilidade econômica, ambiental e de infra-estrutura requerida para o transporte de açúcar a granel sólido, por hidrovia ou ferrovia, até Santos, com o aproveitamento dos corredores Norte-Nordeste, Oeste-Noroeste e a Hidrovia Tietê-Paraná.
Outro item que será analisado é o transporte de álcool em larga escala por hidrovia, ferrovia e duto para São Sebastião, ficando para o porto de Santos o transporte do álcool de uso industrial. Também será estudado o transporte de cana pela hidrovia Tietê-Praná das áreas de produção até as usinas.
Os estudos devem estar prontos em dois anos e vão significar redução de custos, ganho de competitividade e sustentabilidade ambiental, na opinião do secretário de Transporte, Dario Rais Lopes. Para ele, a construção de uma plataforma logística para escoamento da produção de açúcar e álcool no Estado que responde por mais de 60% da produção brasileira é primordial. Segundo ele, a previsão é de redução de custos de US$ 48 para US$ 32 por metro cúbico para o transporte de álcool.”
Para o presidente da Unica, Eduardo Pereira de Carvalho, o processo de expansão do setor implica crescimento de 50% nos próximos cinco anos. De acordo com ele, mais de 1/3 das vantagens competitivas brasileiras perdem-se na infra-estrutura. A cada US$ 300 ou US$ 400 o metro cúbido do álcool que sai da usina, perde-se US$ 50 no caminho.