Tribuna do Leitor

PARQUE SANTA RITA

Paulo Roberto Neto Coimbra
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Observo ao longo dos anos o descaso como um assunto que envolve direito de propriedade é tratado pelas autoridades municipais de Bauru. A grande maioria dos proprietários de lotes do Parque Santa Rita é detentora de escrituras devidamente matriculadas e ainda pagam imposto (IPTU). Na década de 80, tudo indicava que o desenvolvimento naturalmente passaria por ali; inclusive lá já está implantado um belo empreendimento imobiliário denominado “Chácaras Terra Branca”, área vizinha do loteamento “Parque Santa Rita”. Se o poder público apenas utilizasse sua prerrogativa de impor-se com a força da lei, abrindo as ruas e dando forma as praças contidas no projeto, o local teria hoje outra dinâmica. Porém, atribuem a posseiros que lá existem dificuldades para a realização das obras. Na verdade, vivemos num paradoxo, pois muitos estão presos e humilhados em cadeias públicas nesse País-continente por pequenas furtos. Contudo, outros roubam a expectativa, o investimento e até a esperança de legítimos proprietários e nada acontece. Eu acredito que o poder público deve agir lá imediatamente, até porque o Ministério Público já conhece a problemática e admite que o encaminhamento das ações cabe à prefeitura. Prezado prefeito Tuga: nós sabemos que o problema não nasceu na sua administração, mas, independente das mais variadas demandas que envolvem nossa querida Bauru, penso que a cota de paciência dos proprietários da Parque Santa Rita, Alto Bauru, Marabá e Jardim Mary já chegou ao fim. Favor exercer o seu poder e determinar a abertura das ruas e praças desses locais. (Paulo Roberto Neto Coimbra - proprietário de dois lotes do Parque Santa Rita)

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