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Carros antigos brilham como novos em exposição no Pq. Vitória Régia

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Opalas, Fuscas, Fords da década de 20. Na oitava edição da Exposição de Carros Antigos de Bauru, as estrelas passavam dos 50 anos, mas estavam como novas. Cerca de 250 carros da cidade, região e até do Paraná, foram expostos no Parque Vitória Régia. Para animar o público, a apresentação de Luiz Corrêa, que assumindo a identidade de Elvis Presley, cantou os maiores sucessos do rei do Rock. Bastante orgulhoso do seu Chevrolet Sedan Style de Luxe, 1952, Gilberto Buckvic conta que não mede esforços para manter o carro sempre tinindo. Ele conta que comprou o carro quando tinha 20 anos e até hoje, 36 anos depois, não pensa em se desfazer do veículo. “Comprei em 1970 e fui preservando”, diz. Ele sabe toda a história do modelo e planeja investir ainda mais no carro. “Quero recuperar a pintura original, que é bege. É um modelo fabricado no Estado de Nova York e importado para o Brasil”, conta. O comerciante Benildo Santos trouxe três veículos. A “Barata”, um Ford 1926, é o xodó do colecionador. “É o ‘Pé de bode’ mais antigo de Bauru. Ele é o meu amor”, afirma. Um Fusca 1968 com apenas 19 mil quilômetros rodados também faz parte do acervo de Santos. Outras atrações trazidas pelo comerciante foi um tratorete 1938 e duas bicicletas, uma de 1929 e uma de 1941, que parece nova.

“É paixão mesmo. Enquanto o carro não fica pronto, eu fico ansioso”, conta o colecionador Luiz Fregolente, de Barra Bonita. Para a exposição ele trouxe uma pik-up Chevrolet e um sedan da mesma montadora. Só a reforma do sedan levou cinco anos. Todas as peças foram importadas. “Tem que ter paciência, porque não é um serviço comum de funilaria, é um trabalho quase artístico”, observa. O resultado são dois veículos que chamam atenção em qualquer lugar. “Até na estrada. As pessoas pedem para eu estacionar o carro para tirar fotos”, afirma. Para José Fernando Campos, vice-presidente do Clube de Carros Antigos do Centro-Oeste Paulista, a maior preocupação da organização é garantir a qualidade dos carros. “A busca constante do clube é o estado de conservação dos carros, preservando as características originais”, conta. O casal Virgínia e Waldis Bonatelli aproveitou a manhã para visitar a exposição. “O que me surpreende é o investimento que esse pessoal faz”, observa Waldis. Para Virgínia, o maior destaque é a contribuição cultural do evento. “O interesse em preservar a história é muito bonito”, elogia. Massachiro Adachi e seu filho Célio admiravam os modelos expostos.

“A gente gosta bastante. Temos até uma motinha antiga em casa. Um dos carros que mais me chamou a atenção aqui foi um Landau. O carro é muito grande”, conta Célio. Para Massachiro, a conservação dos veículos é surpreendente. “Ver todos esses carros antigos traz boas recordações”, diz. O clima de nostalgia ficou mais intenso quando um Chevrolet Belair chegou trazendo Elvis Presley. O maestro Luiz Corrêa, caracterizado ao estilo do rei do Rock no show “Elvis Aloha from Haway”, cantou as melhores músicas de Elvis e de outros músicos da época. Com todos os trejeitos do cantor norte-americano, Corrêa animou a platéia no Vitória Régia.

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