Jaú – Um representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bauru, Avaí e Arealva procurou ontem o Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru para denunciar supostas irregularidades cometidas contra um grupo de cortadores de cana que trabalhava no Distrito de Potunduva, em Jaú (47 quilômetros de Bauru).
Segundo o advogado do sindicato, João Pedro, integrantes do grupo teriam procurado o órgão representativo da categoria para denunciar irregularidades no acerto de contas feito pela empresa empregadora.
“A reclamação é de que foi feita a rescisão faltando coisas. Eles teriam recebidos uma miséria e só hoje (ontem) nós tomamos conhecimento deste problema”, explica o advogado.
De acordo com o procurador do Trabalho, Luís Henrique Rafael, a denúncia fará parte de um processo que já existe na Procuradoria do Trabalho do MP sobre o assunto. “Vão ser investigados quais são os termos da rescisão. Uma fiscalização será mandada para lá”, conta Rafael.
Segundo Pedro, os trabalhadores teriam reclamado que foram dispensados pela empresa antes do combinado, ou seja, após o fim da safra de cana deste ano. “Estão mandando eles (embora) antes da safra, que termina em novembro. Eles teriam sido contratados para ficarem até o final da safra”, comenta o advogado.
O grupo de cortadores de cana é originário da região Nordeste do País e seus integrantes chegaram em abril, na região, para trabalhar no corte da cana-de-açúcar.
A empresa contratante (o MP ainda vai investigar qual é) teria feito o acerto de contas dos trabalhadores no final da semana passada e ontem estava programado o retorno do grupo aos seus Estados de origem.
Para o procurador, como a denúncia chegou somente após a assinatura da rescisão de contrato, resta agora ao MP investigar através de uma fiscalização. “Isso será autuado e investigado só que em razão da situação que ela (a denúncia) chegou, no dia do embarque, o Ministério Público não tem meios de tentar melhorar esta situação e verificar o que está irregular. Ele (o MP) vai pedir uma fiscalização porque nas outras atuações nossas houve denúncia anterior que, em seguida, foi marcada audiência e conseguimos reverter o quadro”, lembra Rafael.