A Rede Social São Paulo quer aniquilar as causas que levam crianças e adolescentes a instituições como a Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem). As conseqüências continuam sob a responsabilidade de órgãos como a Secretaria de Segurança Pública.
“Discutimos causa, não a conseqüência. Queremos fazer o trabalho preventivo municipal, atuando na formação profissional e na de cidadão”, diz Paulo Martelli, coordenador estadual do Movimento Desenvolvimento e Geração de Redes (Degrau). De acordo com ele, várias entidades fazem trabalhos maravilhosos em benefício da juventude, mas de forma desarticulada.
“Nesse encontro preparatório (de ontem), as entidades vão se conhecer, reconhecer e aprender a trabalhar de forma integrada”, explica. Nos dias 10 e 11 de novembro será realizado na cidade outro evento de diagnóstico sobre os entraves ao cumprimento do ECA. “Queremos identificar os cabeças de rede”, acrescenta.
Segundo Martelli, eles estão alocados em entidades do primeiro, segundo e terceiro setores. O primeiro setor é oriundo do poder público, como prefeitura, Conselho Tutelar e Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente. O segundo setor vem da iniciativa privada, como sindicatos, Ciesp e Fiesp. Já o terceiro representa entidades assistenciais e fundações.
A Rede Social São Paulo é uma aliança formada por mais de uma centena de organizações representativas da sociedade, do setor empresarial e do governo. Ela articula e conecta iniciativas já existentes.
O projeto piloto da rede social ocorreu em 2005 em 48 municípios nas regiões de Mogi das Cruzes, Santos e Sorocaba. O objetivo agora é ampliá-lo para todo o Estado.