Sei que o assunto não é novo e muitas pessoas já passaram por esta democrática coluna para falar sobre a sujeira provocada por pichadores em Bauru. Sei que os “bauruístas” não suportam a comparação com a cidade de Marília, mas não pude resistir.
No fim-de-semana passado estive lá numa festa de família, dessas que vem gente de todos os cantos. E, confesso, fiquei impressionada com a limpeza dos muros, lojas e afins. Pichação por lá, pelo menos no bairro onde estive, é coisa rara. E não se trata de condomínio fechado, não.
Perguntei para o meu cunhado, Maurício, se não tinha pichador por lá. Ele me respondeu que havia, sim, mas com certa raridade. Interessada, quis saber o motivo. Idéias boas devem ser divulgadas amplamente!
O Maurício me contou que foi feito um amplo trabalho de educação nas escolas e por lá, ao invés da competição por quem pichava mais e mais alto, incentivou-se o grafite. Os muros das escolas, dos prédios públicos e até de residências ganharam colorido especial que enfeitaram ruas e avenidas.
O trabalho foi longo. E os “meninos-pichadores” viraram “homens-artistas” divulgando a arte. E a pichação por pichação perdeu a graça.Não teve “discípulos”. Uma idéia realmente boa para ser implementada em Bauru. Fica a idéia.
Maria da Graça de Oliveira