Internacional

EUA fazem duras críticas aos contrários à ocupação

Folhapress
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Nova York - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, criticou com dureza ontem os detratores da Guerra no Iraque e da política antiterrorista americana. Desde o último domingo, mais de 200 pessoas morreram no Iraque devido à violência sectária e de rebeldes contrários à ocupação do país. O chefe do Pentágono acusou essas pessoas de fecharem os olhos para a história e comparou-as a alguns líderes mundiais da década de 1930 que achavam que era possível apaziguar o nazismo de Adolf Hitler.

Em um discurso em Salt Lake City (Utah) à Legião Americana, uma organização de ex-militares americanos, Rumsfeld disse que “há alguns que parecem não ter aprendido as lições da história”. O secretário acrescentou que antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a confusão tinha se apoderado das democracias ocidentais e que aqueles que “alertavam para uma iminente crise com o apogeu do nazismo e do fascismo eram ridicularizados ou ignorados”.

“Lembro a história porque mais uma vez nos encontramos diante de desafios similares para fazer frente à crescente ameaça de um novo tipo de fascismo”, disse ao referir-se à guerra contra o terrorismo lançada pelo governo do presidente George W. Bush.

Os comentários de Rumsfeld foram rejeitados por Harry Reid, líder da minoria democrata no Senado. “A Casa Branca está mais interessada em atacar seus inimigos políticos e em desviar a atenção de seus fracassos do que em ganhar a guerra contra o terrorismo e pôr fim ao conflito no Iraque”, disse Reid em uma declaração. EUA.

O comando militar americano no Iraque anunciou ontem em comunicado a morte de dois soldados na Província de Al Anbar (oeste). Desde o último domingo, 11 soldados dos EUA já morreram no Iraque, a maioria em ações em Al Anbar, considerada um dos principais focos da insurgência iraquiana.

Mais ataques

Ataques ontem deixaram cerca de 66 mortos no Iraque. Ao menos 24 pessoas morreram e 35 se feriram na explosão de uma bomba detonada dentro do popular mercado de Al Shurya, centro de Bagdá.

Al Shurja é um dos maiores e principais mercados do Iraque, onde os atacadistas vendem comida, roupas e produtos para casa, em ruas e baias que formam labirintos, lotados de comerciantes e consumidores. Após o ataque, a polícia isolou a área e interrompeu todos os acessos ao local, temendo novas explosões. As vítimas foram levadas a hospitais.

Mais cedo, uma bicicleta-bomba detonada perto de um posto de recrutamento do Exército iraquiano matou 12 pessoas e feriu 38 em Hilla, 90 km ao sul de Bagdá.

Hilla registrou um dos piores e mais mortíferos ataques com bombas no Iraque em fevereiro do ano passado, quando um homem-bomba detonou os explosivos que levava presos a seu corpo em uma fila de recrutamento de soldados, matando 125 recrutas que aguardavam para fazer testes físicos para contratação.

Ainda ontem, um atirador matou Nadiya Mohammed Hassan, membro do Ministério da Justiça, em Bagdá. Ele foi baleado enquanto viajava em seu próprio carro. Seu guarda-costas e motorista também morreu na ação.

No centro da capital, três policiais iraquianos morreram e 14 pessoas ficaram feridas quando a explosões de duas bombas - uma delas deixada em um carro - golpearam um patrulha policial que guardava em uma fila para abastecer seu veículo.

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