Pesca & Lazer

História de pescador: Azar de pescador


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Todo pescador tem seu dia de azar, e eu não podia ficar em branco, chegou meu dia e tudo saiu errado.

Vou pescar no Clavinote, chego bem cedo para pegar um bom poço às seis horas da manhã, aí começo a pescar e fico à espera de uma fisgada, nada de puxar, dá sete horas, nada! Dá nove, nada! E às dez horas nem sinal, a isca sai branca da água, e nada de beliscar.

Aí eu pego a vara e coloco de espera, e era uma vara de telescópio novinha que eu estava a estrear, só que não tomei o cuidado de amarrar a vara, não estava dando peixe mesmo, “engano meu”. Viro as costas por um minuto para pegar um lanche na mochila e, quando eu volto, a vara sumiu, o danado do peixe tinha levado, desapareceu e não encontrei mais ela.

Pego outra vara e vou à procura de outro poço, escorrego e caio na água e foi um sufoco para sair da água, todo molhado, tremendo de frio! Já vi que não era o meu dia para pescar, saiu tudo errado, melhor eu voltar para casa.

Arrumo a traia e vou até o carro e o que eu vejo: azar pouco não vale! O pneu furado e, como não era o meu dia mesmo, eu pensei logo no estepe, será que ele está cheio? Até que uma vez deu certo, ele estava cheio. Troco o pneu e volto para casa. Mas como todo pescador é teimoso, eu vou voltar daqui uma semana para ver se a sorte melhora. Ah! Esqueci de falar que eu deixei no rio o viveiro. Êta dia bom.

Florindo Martins é pescador de barranca do rio e contador de histórias.

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