Na primeira quinzena de agosto , mil pessoas, entre crianças e adultos, foram atendidas nos prontos-socorros de Bauru com rotavírus. Em todo o mês de julho, as unidades de urgência e emergência registraram 700 pacientes com a doença, o que mostra o aumento na incidência de casos em agosto.
No Pronto-Atendimento Infantil (PAI), 15% dos pacientes apresentaram a doença. O rotavírus provoca febre, vômito e diarréia e pode matar pela desidratação. Transmitido pelo contato, o rotavírus ataca todas as classes sociais e todas as idades. “É um vírus universal. Mas as crianças são mais suscetíveis”, observa a médica Sandra Caldeira Veloso Cariello, chefe de pediatria do PAI. Apesar da alta incidência de pessoas infectadas, a médica lembra que o maior surto de rotavírus em Bauru aconteceu em 2002. Naquele ano, 80% dos atendimentos no PAI eram de crianças com diarréia causada pelo vírus.
A médica ainda não possuía as estatísticas referentes a todo mês de agosto, mas acredita que os casos caíram na segunda quinzena. “Observamos que os casos diminuíram e estabilizaram”, aponta Cariello. Ainda assim, agosto será o pior mês do inverno, quando a incidência tende a aumentar. Em junho foram registrados cerca de 800 pessoas infectadas com rotavírus.
Por causar diarréia constante, o rotavírus leva à desidratação. E é esse o pior mal causado por ele. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria Estadual de Saúde, depois de atacar a pessoa, o vírus tende a retroceder. Por isso, o mais importante é manter o paciente hidratado, principalmente as crianças. “É primordial. Se tiver diarréia, tem que dar soro. O mal pior é a desidratação”, avalia Cariello. O soro caseiro é muito importante até o acesso ao soro do Pronto-Socorro. A médica aconselha aos pais e responsáveis que evite dar bebidas isotônicas e também medicação para vômito às crianças.
Vacina
Implementada no calendário de vacinação infantil, a imunização contra o rotavírus passou a ser oferecida em março. Até o dia 10 de agosto, foram administradas 3.368 doses para crianças aos 2 e 4 meses em Bauru. “Ela coincide com a gotinha da pólio. O bebê toma a gotinha, e depois, damos a vacina do rotavírus”, conta Solange Cardoso, da divisão de imunização do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da prefeitura.
De acordo com Cardoso, a aceitação está sendo muito boa. “Entrou na rotina da imunização. Nenhuma mãe recusou”, conta. Depois que toma a dose, a criança está imune ao rotavírus. “Mas os pais não podem descuidar. A criança ainda pode pegar diarréia por outros motivos”, alerta Cardoso.