São Paulo - O custo médio da cesta básica caiu em 14 das 16 Capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em agosto, assim como ocorreu em junho e julho. As quedas de agosto foram puxadas, principalmente pelas reduções nos preços do feijão, do tomate, do óleo de soja, do café e da banana.
No mês passado, foram apurados aumentos nos preços dos alimentos essenciais somente em Belo Horizonte e Porto Alegre, de 2,23% e 0,41%, respectivamente. Entre as quedas verificadas em agosto, as mais expressivas foram em Belém (-4,65%), Natal (-4,36%), Fortaleza (-3,98%) e Recife (-3,69%).
Em São Paulo, a retração foi de 0,52% e no Rio de Janeiro, de 2,79%. São Paulo, com a queda de agosto, deixou de ter a cesta básica mais cara. Porto Alegre tem o maior custo com R$ 171,72. São Paulo vem em segundo com R$ 169,62. Já os menores valores foram encontrados em Fortaleza (R$ 129,46) e Recife (R$ 130,87).
O feijão ficou mais barato nas 16 capitais no mês passado, enquanto o preço do tomate recuou em 15 localidades. Já o óleo de soja recuou em 11 locais pesquisados. O café e a banana tiveram os preços reduzidos em 10 cidades.
Acumulado
De janeiro a agosto, todas as 16 Capitais que fazem parte do levantamento do Dieese registraram queda no preço dos alimentos básicos, com destaque para Rio de Janeiro (-12,84%), Curitiba (-12,68%) e Vitória (-10,83%).
Salário mínimo
O salário mínimo do trabalhador, segundo estimativa do Dieese, deveria equivaler em agosto a R$ 1.442,62, 4,12 vezes o valor do mínimo vigente (R$ 350,00). Para chegar a este valor, o Dieese usa como base o maior custo apurado para o conjunto de gêneros essenciais e leva em consideração o preceito constitucional que determina que o salário mínimo deve ser suficiente para a manutenção de uma família, suprindo suas necessidades com alimentação, moradia, transporte, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência.