Economia & Negócios

Orçamento em ordem exige ajuda de todos

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Todos os meses a operadora de telemarketing Euza Regina Biazotti e seu marido, Paulo Teles, fazem uma pequena reunião para decidir de que forma irão conduzir os gastos da casa. A conversa periódica feita entre Euza e Paulo, na avaliação da economista Janaine Lopes Pimentel, deve fazer parte das ‘tarefas’ de toda família.

Na casa de Biazotti, todas as despesas e receitas são anotados e depois é traçada a estratégia para os pagamentos. “Cobrimos primeiramente os gastos de juros mais altos, como cartão de crédito. E também as contas fixas, como água, força, financiamento”, explica.

Quando a receita fica mais curta que o mês, o casal opta por economizar no lazer. “Ao invés de irmos à pizzaria, cozinhamos em casa”, revela Biazotti. Ela ressalta a importância do diálogo nesse processo. “Não tente resolver os problemas sozinhos, conversar e manter a união é imprescindível”, explica.

Entre os planos do casal está a qualificação profissional. “Eu acabei de terminar a faculdade de pedagogia. Agora, ele está fazendo pós-graduação. Depois é a minha vez de fazer o mestrado”, revela. Dessa forma, Biazotti destaca que não desequilibra o orçamento, e ainda garante o investimento pessoal.

A família de José Carlos de Souza, no entanto, não consegue se reunir para discutir o orçamento. Dono de uma oficina onde trabalham também dois de seus três filhos, Souza conta que não possui renda fixa, o que atrapalha o planejamento. “Eu vou resolvendo, conforme vai entrando o dinheiro. Tem mês que não faço pedidos, tem semana que não dá para fazer compra grande para a casa. E desse jeito vai indo”, conta.

Crianças

Para a economista Janaine Lopes Pimentel, envolver as crianças na discussão sobre orçamento é muito importante. “Aos 5 anos, já dá para começar. A criança já pode receber uma semanada. O valor depende do padrão da família, mas não pode mais do que ela vai precisar para suas necessidades, como R$ 2,00 ou R$ 3,00. O importante de ser semanal é que o horizonte das crianças é de curto prazo”, aconselha.

Outra orientação da especialista é incentivar os pequenos a poupar. Para estimular a poupança, Pimentel sugere que a criança tenha um cofrinho transparente, para ver as moedas e notas aumentarem. “Assim ela entende que, se economizar, vai ter mais dinheiro”, avalia a economista.

Além de poupar, é preciso ensinar a consumir. “Quando ela quiser comprar um brinquedo, por exemplo, explique quantos finais de semana ela terá de juntar”, orienta.

Relacionando a semanada com o salário dos pais, a criança passa a compreender as limitações financeiras. “Ela fica mais tolerante, porque passa a vivenciar a mesma situação”, analisa Pimentel.

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