A morte assusta, mas todos sabem que mais cedo ou mais tarde terão de encará-la de frente. Diante do inevitável, cada vez mais as pessoas procuram nos planos de assistência funerária um pouco de paz para superar um dos momentos mais difíceis de suas vidas: a morte de alguém que amam.
Vistas com muitas reservas no início, as empresas funerárias tiveram de superar preconceitos até serem aceitas como prestadoras de um serviço providencial e indispensável. Elas ajudam a aliviar o fardo, já pesado pela dor de perder alguém querido, de ter de correr atrás dos trâmites burocráticos, velório e sepultamento.
Mediante o pagamento de uma parcela mensal que pode variar de R$ 12,00 a R$ 25,00, em média, todo esse serviço é feito pela empresa. A partir do momento que recebe a notícia do falecimento de algum associado, a empresa se encarrega de todas as obrigações funerárias.
Isso inclui a liberação do corpo, transporte, fornecimento de urnas, sala para o velório, cafezinho, sepultamento e toda a documentação necessária, como a certidão de óbito, por exemplo.
De acordo com Lúcia Helena Costa, sócia de uma dessas empresas em Bauru, os planos atendem associados de todas as classes sociais. “Não é uma questão apenas financeira, mas de comodidade”, diz.
Ela conta que quando a empresa surgiu, há 43 anos, a resistência a esse tipo de plano era muito grande, mas com o tempo as pessoas foram deixando de lado as crendices e o preconceito e passaram a entender melhor as vantagens que o serviço oferecia. Tem quem ainda acredite que a contratação de um plano traz azar para a família.
“A partir dos anos 90, com uma exposição maior da morte na mídia, mudou a relação das pessoas com o funeral”, lembra Lúcia. Hoje, afirma ela, está em curso uma nova mudança de comportamento.
Os mais jovens, quando ficam responsáveis pelos velórios, preferem manter a sala fechada durante a madrugada, para que todos possam descansar, e voltam a velar o corpo a partir das 6h. “É uma cultura nova, que tem sido adotada pelos mais jovens”, revela.